O Sporting da Covilhã continua a boa carreira na Liga de Honra e, apesar de ter perdido a liderança, mantêm-se no trio da frente em igualdade pontual com o Beira-Mar e a Olhanense. Nesta jornada, os serranos viajaram até aos Açores para defrontar o Santa Clara e regressaram com um ponto na bagagem, num encontro disputado no último sábado.
O resultado acaba por ser positivo, mas se o Covilhã tivesse sido um pouco mais objectivo, especialmente na segunda parte, poderia ter saído de Ponta Delgada com os três pontos. O desafio começou com os visitantes a jogarem em contra-ataque, frente a um Santa Clara desesperado por uma vitória, pelo que a primeira situação de golo, à passagem dos 15 , pertenceu a Tarantini, que testou os reflexos de Nuno Santos. Sete minutos depois Pimenta teve uma excelente hipótese de abrir o activo, mas deslumbrou-se e rematou fraco e ao lado. A partir deste lance só deu Santa Clara e Orestes quase aproveitou uma falha de Piguita, só que o disparo saiu ao lado. Aos 40 foi Serrão que brilhou, depois de remate à meia-volta de Vítor Silva. Já no segundo tempo, aos 50’, o Covilhã foi bafejado pela sorte, quando o remate de Siston acertou no poste perante um Serrão totalmente batido. No entanto, os serranos reagiram da melhor maneira e Pimenta, após um excelente trabalho, ofereceu o golo a Luizinho, mas este desperdiçou a oferta.
Pouco depois, o avançado covilhanense voltou a falhar quando tentou o remate acrobático em vez do cabeceamento. Aos 80’ foi Oliveira quem teve uma grande jogada individual, mas o remate saiu ao lado. Logo a seguir, o Covilhã dispôs da derradeira oportunidade para alcançar a vitória, só que Luizinho fez novamente o mais difícil. Estes desperdícios quase que custaram caro aos continentais, quando, a três minutos do fim, Orestes esteve na cara do golo, mas o esférico saiu ao lado. No final, Mário Reis, técnico do Santa Clara, falou da «pouca sorte» da sua equipa, enquanto João Salcedas, treinador do Covilhã, afirmou que os seus pupilos revelaram-se «uns guerreiros» e que faltou pouco para chegar à vitória.
Francisco Carvalho



