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Placas de fibrocimento retiradas em catorze escolas da região

O Ministério da Educação optou apenas por remover as placas danificadas que contêm amianto, justificando que as restantes não representam riscos para a saúde

Catorze escolas do 2º e 3º ciclos e do secundário da região deixaram de ter placas de fibrocimentos (que contém amianto) danificadas, anunciou o Ministério da Educação.

Segundo a tutela, o programa de remoção destas placas foi levado a cabo em cerca de 300 escolas de todo o país em 2013 e 2014, «durante interrupções letivas ou aos fins de semanas de forma a não comprometer as aulas e a não expor as comunidades escolares a riscos desnecessários», acrescentou o gabinete de Nuno Crato em comunicado. A substituição das placas foi total ou parcial, dependendo do seu estado de conservação, em telheiros, passadiços e pavilhões gimnodesportivos. Recorde-se que o ministério optou apenas por remover as placas danificadas que contêm amianto, justificando que as restantes não representam riscos para a saúde. Na região, em 2013 foram intervencionadas as escolas EB2,3/S Sacadura Cabral (Celorico da Beira), EB2 de Figueira Castelo Rodrigo, EB2,3/S de Fornos de Algodres, EB2,3/S de Mêda, EB2 de Pinhel, EB23 do Sabugal, EB2,3/S Pedro Alvares Cabral (Belmonte), EB2,3 do Tortosendo (Covilhã), EB Pêro da Covilhã e a EB2,3 do Teixoso (Covilhã).

No ano seguinte, as obras foram levadas a cabo nas Secundárias de Gouveia, Sé (Guarda), Pinhel e Seia. Após a conclusão do Programa de Remoção Faseada das Coberturas de Fibrocimento, o Governo garante que ao longo deste ano vai continuar «a monitorizar todas as situações e a intervir no caso de necessidade premente e sempre que sejam identificados materiais deteriorados ou em mau estado de conservação ou sempre que os estudos sobre a qualidade do ar demonstrem essa necessidade». No balanço deste programa foi apresentado ainda um estudo sobre a qualidade do ar em 20 escolas públicas, representativas do universo nacional. O objetivo era «aferir o eventual impacto na qualidade do ar de partículas em suspensão». De acordo com o ministério, as amostras recolhidas incluíram pavilhões, bibliotecas, salas de aula, salas de professores, refeitórios, secretarias e zonas de circulação. O estudo concluiu que «todos os locais estão aptos para a ocupação humana», refere o comunicado do MEC.

Fibrocimento permanece no telhado do gimnodesportivo da Secundária da Sé, na Guarda

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