Estou com as associações de protecção de animais. Estou que não posso de ver os animais nos contentores. Um Leão enjaulado e drogado num camião de circo é uma imagem miserável. Gostava de ver os tratadores com uma trela na mão a passear os bichos na cidade. Gostava de cruzar a Ferreira Leite com uns enormes elefantes e umas avestruzes. A essência do circo é divertir e não pode nascer prazer da opressão. Eu estou com a revolta das galinhas dos aviários. Eu estou com o leitão da Mealhada, contra aquela fornalha do porco, contra a morte industrial de leitões, sucumbidos ao vil metal e às alvares bocas que os pedem. Libertem-se as galinhas para que debiquem nos campos à torreira do Sol, alimentando os linces da Malcata, os cães vadios e os gatos-bravos. Eu não posso deixar de pugnar pelos animais dos circos, gritar pelo seu retorno às selvas e por circos onde só se exploram crianças e nunca animais. Eu sou amigo da natureza e sou um defensor dos direitos dos animais. Estou contra a tourada, a caça, o circo, as zonas industriais alimentares, as tradições do petisco, “do jaquinzinho e da petinga”. Esta coisa precisa ser bem pensada, se não, torna-se ridícula, não acha?
Por: Diogo Cabrita



