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Nova administração da ULS Guarda conhecida em março

Ministro da Saúde quer pessoas «reconhecidas do ponto de vista técnico e da competência» nos lugares-chave do futuro CA

O novo Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda deverá ser conhecido no início de março. Ao que O INTERIOR sabe, a equipa já está praticamente escolhida, mas só será oficialmente nomeada 30 dias após a publicação no “Diário da República” do decreto-lei que regula o regime jurídico e os estatutos aplicáveis às Entidades Públicas Empresariais (EPE).

O ponto de partida para esta mudança foi dado a 24 de janeiro, quando o Presidente da República promulgou o diploma que implica a cessação dos mandatos dos atuais membros dos Conselhos de Administração «por força da lei». Os novos elementos serão nomeados em função dos critérios estabelecidos no novo regime, mas Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que espera que a correspondente substituição obedeça «a critérios de competência e isenção». Uma posição também partilhada pelo ministro da Saúde, que já deu a entender que quer nos lugares-chave das administrações hospitalares (presidente e direções clínicas e de enfermagem) pessoas «reconhecidas do ponto de vista técnico e da competência». Por cá, a equipa liderada por Carlos Rodrigues, que assumiu funções em fevereiro de 2015, já entrou em gestão corrente, mas antes de sair de cena diligenciou aumentos de vencimentos e a integração no quadro de vários funcionários que entraram recentemente na ULS através de polémicos e contestados concursos públicos.

Nomes como os dos médicos Fernando Girão, Isabel Coelho, Raul Amaral e António Mendes, e dos enfermeiros Joaquim Nércio e David Coutinho têm sido os mais badalados para os lugares que vão vagar. Já Vítor Santos, Lurdes Saavedra, António Carlos Santos e António Monteirinho são apontados como putativos candidatos aos cargos de administrador e vogal do novo CA da ULS guardense. O presidente da Federação do PS recusa falar em nomes e garante apenas que haverá mudanças. «É uma matéria que diz respeito à tutela, mas a Federação faz questão de ser ouvida quanto às soluções que o ministro da Saúde tem para a ULS da Guarda», refere António Saraiva, que vai reunir com Adalberto Campos Fernandes no início da próxima semana. O dirigente sublinha que o objetivo é conseguir uma administração que zele pelo «bom funcionamento e a boa gestão de uma unidade hospitalar fundamental para o distrito».

O líder socialista distrital escusa-se a comentar também os últimos atos de gestão da administração de Carlos Rodrigues, mas sublinha que no mandato do CA ainda em funções «não foram acauteladas a boa gestão da ULS e a prestação de serviços de saúde à população». António Saraiva recorda casos como os concursos públicos para auditores, a inoperacionalidade da ressonância magnética durante dois anos, a avaria dos aparelhos de broncofibroscopia ou, mais recentemente, a radiação no serviço de TAC, que também não estava licenciado pela Direção-Geral da Saúde.

Luis Martins Equipa liderada por Carlos Rodrigues já entrou em gestão corrente

Comentários dos nossos leitores
B.Mariamariac.barreiros@gmail.com
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Discordo da anulação, mas sim serem admitidos todos os funcionários que ali prestavam serviços a tempo precário sendo justa e humana a sua admissão.
 
I.Madeiracasmad1957@hotmail.com
Comentário:
Já vão tarde! Todos os concursos deviam ser anulados!
 
I.Madeiracasmad1957@hotmail.com
Comentário:
Minha Sra. os concursos foram uma treta. As “cunhas”do napoleão que está na Camara é que prevaleceram.
 

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