Coisas que gostaria de fazer
• Compor uma sinfonia. Parece que preciso de aprender música. Bolas, nunca se pode fazer nada neste país. É só entraves e dificuldades.
• Ser pré-candidato a Presidente da República. Em 2006 só terei 34 anos, mas para se ser pré-candidato só é preciso manifestar vontade, não é preciso ter qualquer possibilidade de ganhar.
• Ganhar a lotaria espanhola de Natal. Mas só se o PSOE ganhar as eleições, para os irritar.
• Gastar dinheiro que não tenho e barafustar com as dívidas dos outros. Não esquecer de fazer a inscrição no seminário sobre a especialidade dado pelos ministros das Finanças da França e da Alemanha.
Coisas que devo ter o cuidado de não fazer
• Investir em frota pesqueira, principalmente porque a faina na Serra da Estrela está a dar as últimas.
• Oferecer bolachas a criancinhas ou ler Peter Pan, um rapaz de ceroulas que vive em Neverland com um bando de miúdos.
Coisas que gostaria de ver…
(e ainda espero ver)
• Saddam Hussein ter um julgamento justo e a turba anti-americana a estrebuchar de raiva.
• Este Diário Interior ser uma coluna com textos de qualidade.
(e já nem em sonhos verei)
• A França, a Alemanha e a Bélgica aceitarem sem amuos sempre que os outros vinte e dois países da União Europeia estejam de acordo uns com os outros e em desacordo com as suas propostas.
• A TVI dar as boas séries nos dias que anuncia.
• Os UHF fazerem uma canção decente.
Coisas que vão mesmo acontecer
• O Sporting sagrar-se-á campeão nacional de futebol, na categoria de veteranos, sem precisar das velhas glórias. Bastará utilizar as glórias velhas que tem no plantel.
• Nas eleições americanas Howard Dean escolherá Francisco Louçã como porta-voz para os latinos, mas acabará por considerar o deputado português “muito moderado” no seu discurso.
• Os alemães seguirão os californianos e elegerão um actor como presidente do governo de um dos lander. O principal candidato que se perfila é Rex, o famoso “cão polícia”, uma vez que reúne todas as qualidades para vencer: é um cão (para as sensibilidades ecológicas), é polícia (para alívio dos mais securitários), é pastor (para agradar aos religiosos), é alemão (para satisfazer os nacionalistas), é actor de televisão (para os sectores mais populistas) e tem melhor dicção que Schwarzenegger (uma qualidade com valor de per se).



