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Morreu a pintora da serenidade

Evelina Coelho faleceu terça-feira no Hospital Sousa Martins aos 68 anos

Evelina Coelho faleceu na véspera do Dia da Cidade. Uma das mais proeminentes pintoras da Guarda morreu no Hospital Sousa Martins na manhã de terça-feira, onde estava internada há algum tempo, vítima de colapso cardíaco.

Natural de Vila Fernando (Guarda), Evelina Coelho tinha 68 anos e uma obra inconfundível. Dona de uma técnica única, a pintora procurou sempre transmitir, através da sua arte, um estado de espírito e não impor um estilo. As cores radiosas, os esbatidos, a serenidade e a harmonia das personagens e a quietude dos temas representados são referências constantes na sua pintura. Foi uma das mais proeminentes pintoras da Guarda dos últimos tempos e os seus quadros estão representados em diversos museus, autarquias, entidades bancárias, igrejas e em numerosas coleções particulares, sendo ainda autora de capas e ilustrações de livros, um dos quais da autoria de Matilde Rosa Araújo. No seu currículo constam mais de uma centena de exposições em Portugal e no estrangeiro.

Evelina Coelho tem o curso de pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa e foi distinguida com diversos prémios e graus honoríficos em Portugal e no estrangeiro. Era “Accademica Corrispondente” e “Cavaliere Ufficiale Accademico”, da Academia Internacional de Greci-Marino (Itália), tendo ainda sido agraciada na Bélgica pela Fundação Europeia com o grau de Comendadora e Grande Oficial. Deu aulas em várias escolas da cidade e no Instituto Politécnico. O nome de Evelina Coelho consta do dicionário de arte internacional “Who’s who in International Art”, no Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses, no “Livro de ouro da arte contemporânea em Portugal” e em “O Figurativo nas Artes Plásticas em Portugal no séc. XXI”. Também a biblioteca do Centro Escolar do Mondego, no Porto da Carne, foi batizado com o seu nome em 2012. O TMG acolheu, em 2011, a sua última exposição na Guarda, intitulada “A Memória. Os Contos. Os Sonhos”. O funeral realizou-se ontem à tarde na sua terra natal.

Obra inconfundível de Evelina Coelho está dispersa por museus, autarquias, bancos, igrejas e coleções particulares

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