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Menos Que Zero

Regadio

Foi aberto, esta semana, o concurso público internacional para as obras de conclusão do Regadio da Cova da Beira. Se os prazos previstos forem cumpridos, em 2009 estará concluído o chamado Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira. É, evidentemente, uma boa notícia, mas chega com mais de 30 anos de atraso, e numa altura em que muitos já abandonaram a actividade agrícola.

O tempo dirá se ainda vamos a tempo de recuperar três décadas perdidas, mas talvez já seja demasiado tarde para lutar, de igual para igual, contra agriculturas muito desenvolvidas ou altamente subvencionadas.

Comodidades Urbanas

Parece incrível, mas é verdade: a Cova da Beira vai separar-se. Covilhã e Belmonte vão ficar numa Comunidade Urbana, e Fundão e Penamacor noutra. Só por si isto já seria assombroso, mas a história não acaba aqui. Para disfarçar esta separação contra natura, os quatro municípios decidiram criar uma associação que lhes permitirá desenvolver projectos comuns. Estas associações entre municípios de diferentes Comunidades Urbanas, previstas na Lei, bem poderiam chamar-se “Comodidades Urbanas”, já que são uma boa maneira de Ser e Não Ser. O que é, obviamente, muito cómodo.

Minas

Os mineiros da Panasqueira já podem sorrir. Pelo menos, durante os próximos seis meses. Neste período, o Estado português assumirá o papel de mediador entre a empresa e os seus credores, e garantirá o pagamento dos vencimentos. A Beralt Tin, por seu lado, compromete-se a manter a laboração e a melhorar as condições técnicas da exploração.

Independentemente de todas as boas vontades, o futuro da empresa estará sempre dependente da evolução do mercado e da desvalorização do Euro, duas variáveis que as partes envolvidas não podem controlar.

Oxalá tudo corra da melhor forma para os mineiros e, porque não dizê-lo, para a região.

Perigosos são eles

Nos dias em que nevou com intensidade, dezenas de viaturas ficaram bloqueadas na Serra da Estrela. Televisões e rádios deram voz à indignação de alguns turistas que, imobilizados em plena Serra, protestaram contra tudo e contra todos.

O que estes turistas não disseram foi que ignoraram completamente toda a sinalização que os avisava para o perigo de subir à Serra em condições climatéricas adversas. E assim, não há sistema que funcione.

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