P – Como conseguiu marcar oito golos apenas num jogo?
R – Não é um feito muito comum, mas proporcionou-se fazer esses golos todos. O adversário também não era muito difícil e, obviamente, que a colaboração dos colegas foi muito importante. Não foi propriamente estarem a jogar para mim, mas tive muitas solicitações, o que torna mais fácil concretizar vários golos. Apenas um foi de penalti, o que acho que faz com que o meu feito ganhe ainda mais dimensão.
P – Qual é a sensação de o ter feito?
R – Ao princípio quase não dei conta do que tinha acabado de conseguir porque é aquela coisa de querer fazer mais. Depois, quando uma pessoa pára para pensar, é que vê que marcar oito golos num só jogo é uma coisa mesmo fora do comum. Quem acompanha os vários campeonatos encontra às vezes jogadores a fazerem cinco ou seis, mas oito não sei se alguém já terá feito. Foi muito golo mesmo. Penso que, pelo menos, a nível distrital será um recorde, pois não tenho conhecimento de alguém que já tenha feito o mesmo. Toda a gente fica admirado, mesmo colegas de outras equipas.
P – Tanto golo foi “meio caminho andado” para ser o melhor marcador do Distrital da Guarda?
R – Sim, claro. Fui o melhor marcador do campeonato com 30 golos e o segundo ficou com 29. Ele [Manata] fez “apenas” seis à Lageosa e eu fiz oito.
P – Tem pena por tanto golo não ter ajudado o seu clube a sagrar-se campeão distrital?
R – Tenho. Muito sinceramente tenho. Penso que, acima de tudo, o treinador e o presidente mereciam uma alegria dessas e esta época podíamos lá ter chegado, mas não foi possível. Em determinados momentos faltou-nos plantel, tivemos também várias lesões e castigos.
P – Que objectivos é que ainda tem no futebol?
R – Actualmente, continuar a manter este nível superior em termos distritais. Penso que a minha condição física já não me permite atingir outros níveis. Tive uma proposta de uma equipa do distrito que está no Nacional da IIIª Divisão para a próxima época, mas tive que recusar porque um dos meus joelhos já não me permite grandes andamentos.
P – Até que idade quer jogar, tendo em conta essa condicionante no joelho?
R – Um dos meus objectivos é vir a ser treinador no futuro, mas enquanto olhar para os miúdos de 20 anos e ver que não dão mais do que eu, vou continuar a jogar futebol. Quando vir que eles, realmente, querem mais qualquer coisa, terei de pensar noutros objectivos. Para a próxima época vou continuar no Foz Côa.
P – Como ponta-de-lança que é, o que pensa da chamada de Liedson à selecção nacional?
R – A partir do momento em que tem o estatuto que os outros têm, é o melhor ponta-de-lança de Portugal e automaticamente terá que ser convocado.




