Começa a ser desgastante e quase “imoral” ver o Aguiar da Beira jogar bom futebol e dominar os seus adversários, mas sem conseguir pontuar. Tal voltou a acontecer no domingo frente ao Penalva do Castelo, que ganhou em Aguiar
O jogo foi equilibrado na primeira parte, com a bola a cercar as duas balizas numa toada de futebol bonito. Só que os visitantes entraram praticamente a ganhar, pois logo aos 3’, devido a um erro defensivo, daqueles que se pagam caro, a bola sobrou para Vaz Pinto, que, sem dificuldades, não deu hipótese a Filipe. O Aguiar respondeu bem e construiu duas oportunidades de golo. Aos 6’, por Zeca que, isolado, fez um grande remate mas por cima da trave da baliza do Penalva. Depois, aos 32’, mais uma grande perdida, quando, após uma confusão na pequena área e com Nuno batido, Pedro Luís conseguiu desviar a bola de Agostinho no último momento. O bom futebol continuou até ao final dos primeiros 45 minutos, com as duas equipas a procurarem a baliza contrária mas sem criarem grandes apuros para os guarda-redes.
No recomeço, Nuno Gomes, recém-entrado, correspondeu a um centro de um companheiro e marcou aos 49’. Estava feito o empate. Este golo veio dar mais alento ao Aguiar, que passou a remeter o adversário para o seu meio campo tal a “avalanche” de ataques criados. Já o Penalva limitou-se a sair em contra-ataque ou então com bolas bombeadas para a frente. Mesmo assim, os seus avançados poderiam ter dilatado o marcador, nomeadamente aos 54’, quando Vaz Pinto e Tó Zé, isolados, acabaram por se desentender deixando a bola perder-se nas mãos de Filipe. Do outro lado, os avançados aguiarenses tiveram poucas ocasiões para marcar numa partida que revelou a falta que faz um rematador eficaz nesta equipa de Totá. Aos 89’ deu-se o caso do jogo por ocasião do segundo golo do Penalva. A defesa do Aguiar adiantou-se no terreno, mas dois jogadores visitantes apareceram isolados, com Casal a concretizar e a motivar grandes festejos aos muitos adeptos de Penalva do Castelo. No entanto, o golo foi precedido de um fora de jogo, que o auxiliar Fernando Brandão não assinalou e que, na nossa opinião, existiu. A equipa de arbitragem realizou um mau trabalho, com muitos foras de jogo mal assinalados, faltas inexistentes e não marcando outras flagrantes, para além de ter validado o segundo golo do Penalva.
Pedro Sousa



