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Liderança

Bilhete Postal

Fui ver o “Alien”, o sempre eterno encontro com outro mundo, esse desconhecido, tantas vezes um inimigo, uma ameaça. Nos encontros imediatos de terceiro grau perdemos sempre inúmeras pessoas, amigos, familiares. O argumento não surpreende apesar de o tentar várias vezes. Ainda seria um desafio ver um “Alien” pelo Luc Besson e suas fantasias e novidades interpretativas. Neste “Alien” o líder da nave é um tipo sem qualidades de decisão, sem cumprimento de cautelas, conduzindo todos a um quase desastre civilizacional. A liderança é um palco para alguns onde todos gostam de se pavonear. Liderar, infelizmente, não nasce com as pessoas e não se aprende nem se normaliza, pois ao leme tem de estar a capacidade de reação ao inesperado e isso sim faz a diferença. Um Presidente de um país onde apareça uma nave de Aliens pode fazer enorme diferença. E se eles forem iguais aos do nosso mundo cinéfilo, ao imaginário construído, não desatar a disparar antes de certificar da sua paz é fundamental. O extraterrestre poderia ser disforme aos nossos olhos e vir em paz. A liderança é por tudo isto uma formulação importante que cabe no inato e depois na reflexão e no conhecimento. Não é líder quem quer. Quem escolhe mal tropeça nos inúmeros erros de um líder: um mau caminho, uma stocagem em excesso (dumping), insatisfação dos funcionários, desorganização das tarefas, incapacidade de priorizar, indefinição de “pathways”, castigos desproporcionais, ausência de incentivos, vozearia. Se encontramos Aliens precisamos das pessoas certas no comando.

Por: Diogo Cabrita

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