Começou a campanha eleitoral. Começaram as promessas, mesmo quando se diz que nada se promete. Surgem as ideias que à primeira vista parecem boas, no entanto não se concretiza como se irão por em prática, porque na maior parte das vezes (infelizmente) nem se pretende pôr nada em prática.
Este não é um espaço de campanha eleitoral, é um espaço de opinião, pelo que não é o espaço indicado para aprofundar o parágrafo anterior.
Li uma ideia que me agradou, num outro concelho do nosso país, e, como tal, não tenho qualquer problema de assumir que este artigo tem por base um “plágio” adaptado à nossa realidade.
Como é sabido existe em Portugal um problema grave de desemprego jovem. Na Guarda não é diferente. Diria mesmo que este problema é ainda mais grave no interior, porque à falta de emprego junta-se a falta de políticas concretas de incentivo à fixação de jovens.
O problema é conhecido, já muitas vezes discutido, mas infelizmente continua muito atual.
Uma proposta concreta é a afetação já no Orçamento de 2014 do valor da derrama para a constituição de um programa de incentivo ao emprego jovem.
Eu sei que não é muito porque o valor da nossa derrama não é significativo, mas é um começo e quem sabe se num futuro próximo não se possa afetar a este programa parte das receitas do IMI ou do IMT. No entanto, a ambição é deixar de ser necessário programas deste género.
Vejamos então. O que se pretende é que com um regulamento simples e de fácil aplicabilidade, se crie um fundo que permita apoiar a criação de postos de trabalho especificamente para jovens.
Uma maneira simples de colocar este programa em prática seria a comparticipação, na totalidade ou parcialmente, dos encargos de empresas ou IPSS com a Segurança Social de funcionários jovens que ocupem novas vagas criadas.
Um aspeto importante a ter em conta é que este incentivo não seja usado para o despedimento de trabalhadores e com esse subterfúgio justificar a contratação de pessoas mais jovens. Esta seria uma maneira de desvirtuar uma boa intenção.
Este programa pode também, e a mim parece-me uma mais-valia, ajudar na criação de auto-emprego. Esta seria mais uma ideia, como outras que já aqui apresentei, que ajudaria à fixação de jovens no nosso concelho.
Esta ideia permite ser um complemento aos incentivos do Instituto de Emprego e Formação Profissional e o seu envolvimento neste programa seria uma mais-valia pela experiência dos seus técnicos nesta área.
Para não cair na crítica que iniciou esta crónica, identifiquei um problema, apresentei uma modesta ideia para o ajudar a resolver e dei sugestões de como a pôr em prática. Porque o que me move é a Guarda, o seu desenvolvimento e o bem-estar dos seus cidadãos gostaria de deixar claro que não me importo que esta ou qualquer outra das ideias anteriormente aqui apresentadas por mim, se consideradas válidas, sejam usadas por qualquer um dos partidos políticos que concorrem à Câmara Municipal da Guarda. Também não me importo que sejam usadas por candidatos verdadeiramente independentes.
Os restantes, ou seja, os supostamente independentes, esses não precisam. Não precisam de ideias, nem precisam de soluções. Porque a sua campanha baseia-se unicamente na apropriação para proveito próprio do trabalho realizado anteriormente por toda uma equipa!!!
Até me apetecia dizer, “haja pudor”, mas seria perfeitamente absurdo, porque pudor é coisa que infelizmente se perdeu em nome do poder pelo poder.
Por: Nuno Almeida
* Presidente da Concelhia da Guarda do PS



