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Fraudes no SNS lesam Estado em 943 milhões de euros

O Estado português terá sido lesado em 943 milhões de euros por fraudes no Serviço Nacional de Saúde, ao longo dos últimos quatro anos.

Segundo uma notícia publicada na edição de hoje do “Jornal de Notícias” entre 2011 e 2015, a Unidade de Exploração de Informação – equipa ao serviço do Ministério da Saúde especializada na deteção de atos fraudulentos no SNS – enviou 573 processos para investigação, envolvendo 432 médicos, 189 prestadores de serviços e seis utentes.

Os crimes mais frequentes detetados foram o roubo de receitas e de vinhetas médicas, a prescrição abusiva de medicamentos com níveis elevados de comparticipação do Estado, e a falsificação de receitas sem conhecimento dos médicos, para a compra de medicamentos em várias farmácias de uma determinada região, conta o matutino.

A Unidade de Exploração de Informação (UEI), criada em setembro de 2012, encontrou ainda suspeitas de conluios entre médicos e farmacêuticos.

Sempre que são detetados indícios de fraude, a UEI remete os processos para a Procuradoria Geral da República e para a Polícia Judiciária. Caso as situações envolvam médicos do SNS ou farmácias, a informação segue para a Inspeção-Geral de Atividades de Saúde e para o Infarmed.

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