Subiu para quatro o número de mortos provocados pelos incêndios do ano passado no distrito da Guarda – 112 em Portugal.
A última vítima é Rui Costa, de 49 anos, que estava dado como desaparecido em Folgosinho (Gouveia) desde 16 de outubro e cujas ossadas foram encontradas no passado 20 de dezembro por um casal inglês nas proximidades do local onde residia. O Instituto de Medicina Legal confirmou na segunda-feira a sua identidade após ter comparado os restos mortais com amostras de ADN cedidas por familiares. As perícias revelaram ainda que o antigo emigrante na Holanda morreu em resultado do fogo de grandes dimensões que ameaçou aquela freguesia serrana nesse trágico fim-de-semana de outubro.
Solteiro, Rui Costa sofria de perturbações do foro psiquiátrico e foi visto na noite de 15 de outubro pela última vez por uma patrulha da GNR, quando decorria o processo de retirada de algumas pessoas de Folgosinho por causa do avanço das chamas. Apesar dos apelos dos militares, o homem, que vivia numa casa isolada, colocou-se em fuga e desapareceu. Em novembro a família tinha lançado um apelo na internet para o tentar localizar. No distrito da Guarda morreram mais duas pessoas – um casal em Vide (Seia) – em consequência dos fogos, enquanto uma quarta vítima, residente em Freixedas (Pinhel), faleceu na A25 num choque com uma viatura em contramão cuja condutora fugia do fogo.



