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Falta de enfermeiros divide deputados do PS e PSD

ULS Guarda

Os deputados do PSD eleitos pela Guarda questionaram o Governo sobre a carência de enfermeiros na Unidade Local de Saúde (ULS), onde, segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), conforme noticiou O INTERIOR na última edição, é necessária a contratação de mais 65 profissionais.

No requerimento enviado ao ministro da Saúde, Carlos Peixoto e Ângela Guerra, eleitos pela Guarda, e Miguel Santos referem que «são consabidas as dificuldades existentes no recrutamento de recursos humanos especializados» para as unidades de saúde do interior do país, mas recordam que «entre 2013 e 2014 se verificou um recrutamento de mais 60 enfermeiros» para a ULS da Guarda. No entanto, «sabemos continuar a verificar-se alguma escassez desses profissionais na Guarda, como ainda recentemente também o referiu o SEP», sustentam os deputados, que perguntam ao ministro da Saúde como e quando tenciona avançar com essas contratações e quais são as atuais carências de enfermeiros na ULS da Guarda.

Quem estranhou esta tomada de posição foi o deputado socialista Santinho Pacheco, que reuniu há quinze dias com dirigentes do SEP. O eleito pelo círculo da Guarda recordou que na campanha para as legislativas de 2015 «os então já deputados e candidatos do PSD defendiam que “a Saúde no distrito da Guarda era um não problema, apesar da administração da ULS informar oficial e publicamente que faltavam 70/80 enfermeiros nos vários serviços». Por isso, o parlamentar considera este requerimento «um ataque velado à atuação da administração da ULS, que se mantém desde o último Governo PSD/CDS, por não ter ainda resolvido o problema de falta de médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, auxiliares» na ULS da Guarda.

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