Defrontando um adversário teoricamente inferior, o Desportivo de Gouveia entrou de rompante e logo aos 5’ criou a primeira situação de perigo, com Filipe I a rematar à barra da baliza do Foz Côa. Depois do aviso, o dianteiro gouveense chegou mesmo ao golo, aos 9’, concluindo da melhor forma uma boa triangulação com Rebelo.
A vencer, a equipa de Francisco Cipriano continuou a mandar no jogo e acabou por chegar ao segundo golo ainda antes do primeiro quarto de hora. O golo resultou de um bom trabalho individual de Patrício, que não deu hipóteses ao guarda-redes Valter. Dada a vantagem confortável tão cedo alcançada pelos gouveenses, chegou a pensar-se que o jogo iria descambar para uma goleada, porém, a equipa da casa, talvez convicta de que “o jogo estava ganho”, baixou de rendimento e permitiu que o adversário “crescesse”. A formação fozcoense começou então a abeirar-se mais vezes do último reduto da equipa da casa e, aos 34’, após uma desatenção de Quim Teixeira, Andrew isolou-se mas, só com Miranda pela frente, atirou ao lado. Nos restantes minutos da primeira parte, assim como nos instantes iniciais da segunda, o Foz Côa continuou a dar mostras de ainda querer discutir o resultado, embora, após o reatamento, o Desportivo de Gouveia tenha criado duas boas situações que Rebelo, primeiro, e Branquinho, depois, desperdiçaram.
Aos 53’, o Foz Côa chegou mesmo ao golo, na sequência de um livre apontado por Orlando. Esse tento galvanizou os visitantes e inquietou os visitados, que passaram a actuar com alguma intranquilidade. Aos 79’, o empate esteve à vista, mas Miranda conseguiu evitar o segundo golo do Foz Côa. Até final, só o Desportivo de Gouveia voltou a estar perto do golo, aos 85’, mas Filipe I não aproveitou a oportunidade que teve para bisar. Para os gouveenses o jogo valeu essencialmente pelos três pontos conquistados frente a um Foz Côa que vendeu muito cara a derrota. A equipa de arbitragem realizou um bom trabalho.



