O parque TIR da Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial (PLIE) da Guarda deverá abrir em abril, anunciou Álvaro Amaro na passada segunda-feira. Nesse dia, o executivo aprovou por unanimidade as tarifas a cobrar aos pesados e o projeto de regulamento de trânsito que vai interditar o estacionamento de camiões na zona urbana.
Já o recurso a serviços externos para a limpeza e segurança do espaço mereceram o voto contra dos dois vereadores socialistas, que consideram que a autarquia poderia ter aproveitado os seus funcionários para essas tarefas. Divergências à parte, a partir de abril – o presidente da Câmara indicou o 25 de abril como data provável de inauguração –, as empresas de transportes interessadas em estacionar os seus veículos no parque TIR vão poder optar entre pagar à hora (11 cêntimos ou 3 cêntimos só pela cabine), ao dia (2,54 euros ou 69 cêntimos) ou ao mês (77,38 euros ou 21 euros). O parqueamento da cabine dos pesados de transporte de frio é mais caro, sendo de 81 cêntimos por dia e de 24,60 euros por mês. Os motoristas poderão ainda deixar os seus carros por dois cêntimos à hora, onze cêntimos ao dia ou 3,23 euros ao mês.
Ora, os eleitos do PS fizeram as contas e concluíram que a Câmara vai perder dinheiro com este projeto porque os preços praticados «não para as despesas». José Igreja somou os custos com a segurança (62.400 euros + IVA) e a limpeza (12.100 euros + IVA), além do investimento inicial nas obras, para constatar que a gestão do parque vai ser deficitária. «São mais de 100 mil euros por ano, logo, tendo em conta as tarifas a cobrar, é um investimento que vai dar prejuízo», declarou aos jornalistas. Álvaro Amaro concordou, mas assumiu que se trata de um «investimento necessário para a captação de empresas. Para sermos competitivos, temos que ter preços desta ordem… e perder dinheiro», afirmou o presidente do município. De resto, o autarca sublinhou que o objetivo é estacionar ali os camiões que estão na cidade e «todos os outros que vão a caminho da Europa, isso é que é dinamizar a PLIE».
O parque TIR abrange uma área de 32.780 metros quadrados e vai ter 137 lugares de estacionamento, sendo 95 para veículos pesados, 15 para veículos pesados de transporte de frio e 27 destinados a veículos ligeiros de apoio aos motoristas. O recinto ficará vedado e vai ter espaços para permanência de funcionários de segurança, balneários e instalações sanitárias para motoristas e uma área para refeitório. Terá ainda segurança durante 24 horas e ficará dotado com um sistema de videovigilância.
Carreira pede processo da animação de Natal
Nesta sessão, Álvaro Amaro revelou que a Olano vai aumentar a sua capacidade de armazenamento na Guarda «em 30 por cento, num investimento de 3 milhões de euros que se traduzirá em mais 20 postos de trabalho». O edil anunciou também que as empreitadas de requalificação de doze ruas da cidade e a beneficiação da “Estrada do Barracão” foram adjudicadas à Biosfera, do grupo Baraças, por cerca de 248 mil euros e 253 mil euros, mais IVA, respetivamente. As obras vão ser contratualizadas no domingo, numa cerimónia a realizar nas piscinas municipais. Por parte da oposição, Joaquim Carreira pediu todo o dossier da animação de Natal. «Apesar de termos votado favoravelmente na altura, não estamos esclarecidos quanto aos custos das atividades, nem sabemos a que empresa foram adjudicadas e por que valores. Além do mais, alguns dos serviços, como a montagem da iluminação, já estavam a ser executados no dia em que o executivo aprovou a contratação por ajuste direto», justificou o socialista.
Luis Martins



