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Bolsas em atraso já foram pagas

Associação Académica suspendeu protestos mas quer apurar responsabilidades

O “braço de ferro” entre a Associação Académica da Guarda (AAG) e a presidência do IPG, via serviços de Acção Social, terminou na passada sexta-feira com a entrega do comprovativo do pagamento das bolas em atraso há três meses, num total de mais de 220 mil euros. A liquidação desta dívida foi quanto bastou para que os estudantes cancelassem a Reunião Geral de Alunos (RGA) prevista para segunda-feira e suspendessem as acções de protesto “até ver o que vai acontecer em relação à prestação de Fevereiro”, avisou Sérgio Pinto, presidente da AAG.

Segundo o dirigente, o pagamento aconteceu no «limite do nosso ultimato» e após os alunos terem fechado a cadeado os portões do IPG, há uma semana atrás, impedindo o normal funcionamento da instituição, protestando contra os «reincidentes atropelos» dos prazos prometidos pela presidência do Politécnico e direcção da Acção Social. A AAG tinha ameaçado radicalizar a contestação caso este problema que afectou «gravemente» mais de mil alunos não estivesse resolvido até à passada sexta-feira. Sérgio Pinto anunciou mesmo que se recusaria a inaugurar a nova sede da associação, cuja construção está a ser ultimada no campus do IPG, enquanto a situação não fosse normalizada. Numa conferência de imprensa realizada no dia seguinte ao protesto, o representante dos estudantes do Politécnico guardense estranhou ainda a existência de bolsas em dívida quando «o serviço de Acção Social construiu um novo pavilhão», pelo que exigiu o apuramento de responsabilidades nos atrasos verificados. «Queremos saber por que é que não pagaram na altura devida e porquê», insistiu, não sem antes reagir às declarações de Jorge Mendes aquando do fecho a cadeado, que tinha insinuado que «alguém» teria manobrado a acção, numa indirecta a Joaquim Brigas.

A direcção da AAG classificou aquele comentário de «grave e desapropriado», esclarecendo que os órgãos da associação «não estão às ordens de nenhum dirigente do IPG». De resto, Sérgio Pinto realçou que a AAG é o único órgão do Instituto que preenche «todas as normas estatutárias e está legalmente em funções». O dirigente acredita que o IPG é uma «bomba-relógio», enquanto alguns responsáveis «teimarem em resolver questões pessoais no seu seio, prejudicando os alunos, a instituição e a imagem do Politécnico», admitindo que a instabilidade vai continuar até serem resolvidos «três focos de problemas»: a presidência do IPG, as eleições para a direcção da ESEG e as consequentes demissões na ESTG.

Luis Martins

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