Arquivo

Associação pede «mais urgência» na recuperação de antigas minas

Guarda

A Associação Ambiente em Zonas Uraníferas (AZU) considera positiva a recuperação ambiental em três minas do concelho da Guarda, mas lamenta que a medida seja parcial e chegue atrasada.

«A AZU congratula-se com esta intervenção anunciada para estas minas, algumas abandonadas há mais de 50 anos, mas lamentamos que aconteçam em termos parciais e que não tenham ficado prontas em 2013», refere aquela entidade em comunicado divulgado na passada quinta-feira. No documento, a associação recorda que tem vindo a insistir, ao longo dos anos, na recuperação ambiental de todas as minas do país, tendo mesmo apresentado, em 2004, uma queixa na Comissão Europeia por causa da situação vivida na Urgeiriça (Nelas). Nessa altura, «o Governo deu um prazo de nove anos para concluir todos os processos de recuperação das minas do país, mas 2013 chegou sem que se tivesse cumprido o acordado tendo sido depois protelado para 2020», critica a AZU.

Entretanto, esta entidade já solicitou uma audiência à Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) e avisa que voltará a recorrer à Comissão Europeia contra o Estado se, até 3 de abril, «não houver compromissos de que as minas vão ser recuperadas com urgência». A EDM anunciou na semana passada um investimento de 2,5 milhões de euros em obras de remediação ambiental nas áreas mineiras de Prado Velho, Forte Velho e na antiga fábrica de rádio de Barracão, na Guarda. Mas a AZU lembra que há mais minas a precisar de intervenção, caso do Freixinho, Castelejo e nos concelhos de Gouveia e Seia.

Sobre o autor

Deixe comentário