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As “Transunância(s)” sonoras da Guarda

Projeto Phonambient chega ao fim na cidade mais alta com um concerto sábado à noite no TMG

Depois do Fundão, o resultado do projeto Phonambient na Guarda é revelado sábado à noite no TMG. Esta recolha sonora intitula-se “Transunância(s)” e promete surpreender os ouvintes.

Segundo o TMG, a sua apresentação será baseada na manipulação de recolhas áudio e vídeo em tempo real, onde a audição e a visão serão transformadas e deslocadas das suas funções e relações tradicionais de forma a salientar a importância dos sons que nos rodeiam. O Phonambient Guarda teve direção artística de Alberto Lopes e coordenação de Paulo Adaixo, tendo envolvido os músicos e performers Hugo Branco, João Louro, Pedro Baía, Luís Andrade e Rui da Cruz na recolha e tratamento de património sonoro na cidade e no concelho. Desenvolvido pela Sonoscopia, em parceria com o TMG e a Câmara, o Phonambient é um projeto de documentação e transformação artística do património sonoro contemporâneo.

Pretende registar e disponibilizar numa base de dados digital (www.phonambient.com) os sons que caracterizem uma determinada cidade ou região, incluindo paisagens sonoras, sons localizados, excertos musicais, fonética e fonologia. O arquivo criado fica disponível gratuitamente para consulta e utilização em contextos criativos e científicos, tais como composições eletroacústicas, sonoplastia ou reflexões teóricas, que serão também divulgadas na base de dados digital, online. Além da Guarda, o projeto foi levado a cabo no Fundão, Braga, Tondela, Castelo Branco e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). Para fevereiro está previsto o concerto de apresentação de todos os projetos nacionais na Casa da Música, no Porto. O Phonambient é financiado pela Direção Geral das Artes.

Património sonoro da cidade e concelho vai ser manipulado no espetáculo de sábado

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