Os agricultores do Vale do Alto Mondego, no concelho da Guarda, ainda não receberam qualquer apoio do Ministério da Agricultura depois dos incêndios que, em agosto, danificaram terrenos e chegaram a ameaçar as povoações.
Em carta aberta à Câmara da Guarda, Ministério da Agricultura, Presidente da Assembleia da República e Juntas de Freguesia do concelho, entre outras entidades locais e nacionais, a Associação Distrital dos Agricultores da Guarda (ADAG) alerta para os problemas vividos pelos pequenos e médios agricultores daquela zona, reiterando a urgência de «apoios públicos, técnicos e financeiros». A associação aponta para os apoios já anunciados para outras regiões afetadas pela vaga de incêndios, salientando que também os agricultores da Aldeia Viçosa e aldeias vizinhas, que viram o fogo destruir o trabalho de uma vida, precisam de ajuda para «superar esta situação dramática».
Por sua vez, a ADAG tem agendado um protesto para a próxima quarta-feira, pelas 10 horas, em frente aos serviços de Segurança Social da Guarda, havendo transporte desde Gouveia, Malta (Pinhel) e Póvoa do Concelho (Trancoso). Em causa estão as imposições fiscais sobre os agricultores e o pedido de anulação das mesmas.



