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25 mil pessoas nas Festas da Cidade

A iniciativa foi um êxito, desde logo pela adesão popular

Depois das Festas, a hora é de balanço. Apesar de considerar que as Festas da Cidade foram um êxito, desde logo pela adesão popular, Victor Santos, vereador da Câmara da Guarda, prefere não adiantar nada sobre o figurino para o próximo ano. No entanto, acredita que o modelo deverá ser o mesmo, mas com alguns reajustamentos. Já diz a velha máxima “em equipa que ganha, não se mexe”.

De facto, as festividades foram vincadamente populares, após um jejum de cinco anos, mas, como antigamente, trouxeram muita música, animação, barraquinhas de comes e bebes, algodão doce, carrinhos de choque e outras diversões. Victor Santos perspectiva que «terão passado 25 mil pessoas» pela Praça Velha e pelo Parque Municipal durante os 10 dias do certame. Foram contabilizados cerca de 16 mil bilhetes vendidos no Parque Municipal e 1.500 com convites ou livres trânsito. E ainda, prevêem que tenham passado 7.500 pela Praça Velha, já que os espectáculos foram gratuitos. Só no espectáculo de João Pedro Pais, na sexta-feira, passaram pelo recinto do Parque Municipal 4500 pessoas.

Quanto ao êxito ou não das Festas, «as pessoas, em geral, poderão avaliar melhor do que nós», diz laconicamente o vereador responsável pelos pelouros dos Tempos Livres e Desporto, entre outros. Mas lá vai adiantando que «as cerca de 20 mil pessoas são sinónimo que foi uma aposta ganha», acrescenta. Além disso, a animação da cidade trouxe mais valias: «em termos de comunicação, diálogo e amizade entre as pessoas», considera Victor Santos, «até pode ser um novo alento para mais um ano de trabalho», atira. Por tudo isto, faz um balanço «altamente positivo».

Este foi o modelo decidido para este ano e para a próxima edição «será o executivo e o presidente, em tempo oportuno a determinar», revela o vereador. «O figurino deverá ficar decidido em Janeiro, o mais tardar em Fevereiro, para estarmos mais sustentados nas decisões e nas opções», frisa. Confrontado com os rumores que dão conta que as festas do próximo ano se vão realizar só no Parque da Cidade, o vereador garante que «ainda nada está decidido». No entanto, admite que «há coisas que podem ter corrido menos bem e que terão que ser reajustadas», constata. A autarquia, através de uma comissão de festas, presidida por Carlos Granjo, propôs-se a gastar cerca de 143 mil euros e obter entre 30 a 40 mil euros de receitas de bilheteira. Mas, acabaram por ultrapassar as previsões, uma vez que deverão ser conseguidos «48 mil euros de receitas», afiança o vereador. Recorde-se que o figurino tradicional das Festas da Cidade foi suspenso em 1998, quando passaram a realizar-se em três espaços distintos: Praça Velha, Alameda de Santo André e Jardim José de Lemos. No entanto, este modelo sem bilhetes pagos foi suspenso em 2002 com a justificação da «contenção de despesas» na autarquia, reconheceu Maria do Carmo Borges, presidente de então. As Festas regressaram em 2004 “coladas” à Feira de S. João, mas a iniciativa ficou aquém do esperado pelo que, no ano passado, não se realizaram. Agora aconteceram ao mesmo tempo que a XVIª edição da Beirartesanato, que pela primeira vez saiu do Nerga e veio para o centro da cidade. Esta opção foi mais um atractivo para dinamizar o Jardim José de Lemos e as ruas circundantes.

Patrícia Correia

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