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Aluno cai de muro na escola do Bairro da Luz por falta de vedação

Situação arrastava-se há cerca de dois meses e só foi resolvida na sexta-feira, na manhã seguinte ao acidente

Passava pouco das 16 horas da passada quinta-feira quando um dos alunos da escola do primeiro ciclo do ensino básico do Bairro da Luz caiu de uma altura de quase um metro devido à falta de vedação numa das transversais, que terá sido parcialmente destruída pela queda de uma árvore há cerca de dois meses. No dia seguinte, os painéis foram colocados pela autarquia.

Ainda assim, Humberto Monteiro, pai do menino de oito anos, lamenta que tenha sido preciso este incidente para a situação ser resolvida: «Não sei porque é que quando estamos a falar em questões de segurança a Câmara não intervém», reclama o encarregado de educação, acrescentando que a situação «podia ter sido pior» se o seu filho tivesse batido com cabeça no chão. Além do susto, a criança sofreu ferimentos ligeiros nos braços e nas costas, tendo ido ao hospital por precaução. Quanto a ação tardia da autarquia, Humberto Monteiro diz não ter explicação: «Não sei se isto tem a ver com a política de, futuramente, quererem fechar escolas e então acham que não devem gastar dinheiro em prol da segurança das crianças», supõe, para quem após o incidente «foi tudo muito rápido».

Em resposta a O INTERIOR, o gabinete da vereadora Maria Lucília Pina Monteiro, responsável pelo pelouro da Educação na Câmara da Guarda, confirma que a autarquia «teve conhecimento» da queda da vedação, «tendo sido retirada de imediato a árvore que danificou os painéis e nesse mesmo dia encomendados novos para substituição». «A zona foi logo vedada com fita, sendo que a demora se deveu ao procedimento de entrega dos referidos painéis por parte da empresa, que é de fora, por não existirem compatíveis no mercado da Guarda», é acrescentado numa resposta escrita. Quanto ao facto da colocação dos painéis ter acontecido logo após o incidente, «foi coincidência». O INTERIOR tentou também falar com a direção do agrupamento de Escolas da Sé, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.

Sara Guterres Vedação foi reparada no dia seguinte à queda da criança de oito anos

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