As operadoras de telecomunicações vão ter de reforçar a cobertura dos serviços de banda larga móvel em 588 freguesias do país que ainda não dispõem de acessos à Net em banda larga móvel.
O reforço foi imposto pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), no âmbito do processo de renovação das licenças que a Meo, a Nos e a Vodafone garantiram para os 15 anos que começam a ser contabilizados a partir de 2018. O reforço da cobertura da totalidade das freguesias abrangidas por estas «obrigações adicionais» tem de estar garantido até 2019. Na região estão abrangidas 69 freguesias dos concelhos da Covilhã (Casegas e Erada), Fundão (Alpedrinha. Bogas de Cima, Capinha, Castelejo, Castelo Novo, Escarigo, Póvoa de Atalaia, Souto da Casa, Vale de Prazeres e Enxames), Aguiar da Beira (Cortiçada, Coruche, Dornelas, Eirado, Pinheiro, Souto de Aguiar da Beira e Valverde), Almeida (Almeida, Freineda, Leomil, Parada, São Pedro de Rio Seco e Senouras), Celorico da Beira (Baraçal, Fornotelheiro e Minhocal), Figueira de Castelo Rodrigo (Algodres e Castelo Rodrigo) e Fornos de Algodres (Algodres e Muxagata).
Os restantes são Gouveia (Folgosinho, Vila Cortês da Serra e Vila Franca da Serra), Guarda (Castanheira, Fernão Joanes, Marmeleiro, Mizarela, Monte Margarida, São Miguel e São Pedro do Jarmelo e Trinta), Manteigas (Santa Maria), Mêda (Poço do Canto, Rabaçal e Vale Flor), Pinhel (Pala, Pinhel, Pomares, Póvoa d’El Rei e Vale de Madeira), Sabugal (Aldeia da Ponte, Baraçal, Bendada, Forcalhos, Nave, Sabugal e Seixo do Côa), Seia (Vide), Trancoso (Póvoa do Concelho, Trancoso (São Pedro) e Vila Garcia) e Vila Nova de Foz Côa (Almendra, Castelo Melhor, Chãs, Murça, Santa Comba e Vila Nova de Foz Côa). De acordo com a Anacom, atualmente há 3.092 freguesias em Portugal, o que significa que estas obrigações adicionais deverão produzir efeitos em mais de um sexto do total das freguesias portuguesas. Os operadores podem usar 3G ou 4G para fornecer banda larga móvel nestas regiões. Mas terão de usar tecnologia que permita uma velocidade máxima de download de 30 Mbps e a cobertura tem de chegar a 75 por cento da população de cada uma das freguesias.
«O objetivo desta medida da Anacom é levar a banda larga móvel a mais pessoas e a zonas cuja cobertura seria mais difícil de alcançar, caso os operadores se movessem apenas por interesses estritamente comerciais», explica um comunicado da entidade reguladora das comunicações.



