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Documentário e colóquio para recordar Vergílio Ferreira

BMEL

A evocação do centenário do nascimento de Vergílio Ferreira na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), na Guarda, começa sábado com um documentário e um colóquio.

Realizado por Lauro António, “Prefácio a Vergílio Ferreira” tem sessão marcada para as 16 horas e é uma introdução à obra de um escritor, recriada em imagens e sons, «procurando criar uma melopeia audiovisual que, de alguma forma, reconstituísse, ainda que parcelarmente», o universo do romancista. Segue-se o colóquio “A política e o riso num tríptico romanesco de Vergílio Ferreira”, em que Jorge Costa Lopes analisa as obras “Estrela Polar”, “Nítido Nulo” e “Signo sinal” à luz das manifestações do cómico e do riso presentes nos seus quadros narrativos mais marcadamente políticos. O autor volta a ser o tema da conferência de Gabriel Magalhães, docente da UBI, agendada para terça-feira (18 horas) e que relacionará o escritor com o século XXI.

Entretanto, a BMEL tem patente uma exposição de colagens de Miguel Carvalho, livreiro antiquário, editor de “Debout sur L’oeuf”, poeta, criador de objetos e colagista. Hoje, pelas 18 horas será apresentado o nº 8 da coleção “Gentes da Guarda” dedicado à obra “Nuno de Montemor: Alma Brava e Meiga”, de José Manuel Monteiro. Editado pelas Câmaras do Sabugal e da Guarda, o livro resultou do ciclo que as duas autarquias dedicaram a Nuno de Montemor (1881-1964) em 2014 por ocasião do cinquentenário do seu falecimento. Natural de Quadrazais (Sabugal), Nuno de Montemor é o pseudónimo literário do padre Joaquim Augusto Álvares de Almeida. A sua obra abrange a poesia, o conto, a novela e o romance. É autor dos livros “Flávio” (1923), “Água de Neve” (1933), “Maria Mim” (1939), “O Crime de um Homem Bom” (1945) e “Rapazes e Moças da Estrela” (1959), entre outros. Viveu e desenvolveu na Guarda grande parte da sua atividade como autor, como capelão militar e como mentor do Lactário Dr. Proença.

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