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Municípios voltam a discutir comunidades urbanas

Executivos da Cova da Beira e Penamacor vão reunir extraordinariamente amanhã para decidir caminho

As comunidades urbanas voltam a estar em cima da mesa amanhã à tarde nos municípios de Belmonte, Covilhã, Fundão e Penamacor, cujos executivos irão reunir extraordinariamente, à mesma hora nas quatro localidades, para debaterem a integração nas comunidades urbanas da Guarda e de Castelo Branco.

Na Covilhã e em Belmonte, o cenário em cima da mesa já é conhecido. Os dois municípios vão discutir com a vereação a integração na comunidade composta pelos municípios de Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Mêda, Pinhel, Sabugal, Trancoso e Manteigas da NUT Beira Interior Norte, para que seja possível reunir nos próximos dias com estes municípios para dar início aos trabalhos da criação da futura ComUrb. No Fundão e em Penamacor o cenário poderá ser diferente do manifestado na última semana por Manuel Frexes e Domingos Torrão. A possibilidade de Castelo Branco se agregar em comunidade urbana com Portalegre e Nisa, concelhos do Alto Alentejo, poderá provocar um retrocesso na vontade dos autarcas fundanense e penamacorense se juntarem a Castelo Branco, Proença-a-Nova, Idanha-a-Nova, Oleiros, Sertã e Vila Velha de Ródão da NUT Beira Interior Sul. A junção a Portalegre e Nisa é a hipótese que Castelo Branco está a ponderar e que até ao final desta semana deverá ficar esclarecida. «Vamos ver se se concretiza», aguarda o autarca albicastrense Joaquim Morão, até porque Castelo Branco e Portalegre possuem a «mesma diocese» e há «muitos» empresários albicastrenses a «trabalhar e a investir» naquela cidade alentejana. Porém, o motivo maior dever-se-á ao facto de Castelo Branco conseguir atingir com estas duas localidades alentejanas os 150 mil habitantes necessários para a constituição de uma comunidade urbana.

Mas a pergunta que se coloca agora é saber se Manuel Frexes segue Castelo Branco ou se, pelo contrário, se virará para a Guarda, uma vez que os argumentos prestados por Frexes eram precisamente a coesão distrital. «Se não for possível manter a comunidade da Cova da Beira, o Fundão fica onde está. Não me sinto mal no distrito de Castelo Branco», referiu na semana passada o autarca. “O Interior” tentou contactar o edil fundanense sobre a possibilidade de Castelo Branco se estender para lá da Beira Interior, mas até ao fecho da edição não foi possível obter a posição de Manuel Frexes, que ditará também os destinos de Penamacor, uma vez que o autarca daquela vila já disse que estará onde estiver o Fundão. Para Carlos Pinto, a Serra da Estrela é o factor importante que liga a Covilhã à Guarda e aos municípios a Norte, além de projectos importantes para ambos, como a PLIE, o aeroporto da Covilhã e as distâncias encurtadas através da A23. A única questão que Pinto coloca é onde irão incluir-se Fundão e Penamacor se não se integrarem em nenhuma das comunidades urbanas em discussão na região, tendo em conta que o processo em Castelo Branco está «bastante atrasado» e nada foi ainda colocado em cima da mesa.

Liliana Correia

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