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Jorge Mendes recandidata-se à presidência do IPG

Actual presidente da instituição considera que foi feito «um trabalho de muito bom nível» nos últimos três anos

Tal como já era esperado, Jorge Mendes vai recandidatar-se ao lugar de presidente do Instituto Politécnico da Guarda, tendo já entregue a sua candidatura para o acto eleitoral que vai ter lugar no próximo dia 19. A razão principal que levou Mendes a querer continuar como presidente do IPG passa por «essencialmente» ter sido feito «um trabalho de muito bom nível» nos últimos três anos. Durante este período, o politécnico da Guarda «cresceu muito e melhorou significativamente» em vários pontos, considera o actual presidente da instituição.

Entretanto, o Ministério da Ciência e do Ensino Superior atribuiu ao IPG cerca de 400 mil euros (80 mil contos) no âmbito dos contratos-programa para 2004, uma verba considerada escassa. Para dar conta do seu descontentamento e esclarecer «as razões» porque foi atribuído este montante e a quantos projectos se referem, Mendes vai reunir hoje com a Ministra responsável pela tutela do Ensino Superior, Maria da Graça Carvalho. Os contratos-programa foram apresentados de uma «forma incorrecta e inaceitável até», critica o presidente do IPG. «Não estamos satisfeitos com esta verba e vamos querer saber o critério seguido», até porque só foram concedidos seis dias para que as instituições de ensino pudessem apresentar as suas propostas, lamenta. Dois «projectos-base» candidatados pelo IPG são um curso específico de formação da Escola Superior de Enfermagem e o “e-learning” da Escola Superior de Tecnologia e Gestão. «Queremos saber se esta verba se destina aos dois projectos ou a apenas um», sublinha Jorge Mendes. Na distribuição das verbas dos contratos-programa para 2004, surgem à frente do IPG, os Politécnicos de Beja, com 550 mil euros, e de Castelo Branco, 490 mil, enquanto que Leiria e Porto também recebem 400 mil, ao passo que Bragança, 370 mil, Viseu, 360 mil, e Lisboa, 325 mil, ficam mais abaixo.

Jorge Mendes junta-se a Joaquim Brigas e Constantino Rei na corrida à presidência do IPG. O director demissionário da ESTG foi o primeiro a manifestar-se disponível para avançar. «Se não houver candidatos credíveis, fora das direcções das escolas e da actual presidência, eu serei uma alternativa», avisou na semana passada, explicando querer «lutar contra a ditadura do professor Jorge Mendes», pois correm-se «riscos muito graves» para o Politécnico da Guarda. Em declarada “guerra aberta” contra o actual presidente, o professor de Economia considera que não tem havido «união, coordenação e muito menos diálogo» no IPG, onde acusa Mendes de «já estar a aplicar a lei da autonomia, apesar da mesma ainda não ter sido legislada». Por isso, Constantino Rei diz que o IPG corre «sérios riscos de se transformar numa ditadura ao nível das mais célebres da humanidade. A falta de capacidade, a ausência de liderança e, por vezes, comportamentos que me abstenho de qualificar, ameaçam todos quantos pensavam ter sido ultrapassado o que de pior se poderia esperar no Instituto».

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