Pedro Figueiredo vai regressar a Vila Nova de Cerveira (Viana do Castelo). O vencedor do prémio Revelação na XII Bienal Internacional de Arte da vila minhota apresenta “Opostos Complementares”, um conjunto de obras de escultura e desenho, a partir de sábado e até 24 de Abril, na Galeria “Projecto”. Contudo, o seu horizonte artístico é já uma colectiva agendada para o princípio de Junho e que ambiciona ser uma das maiores exposições de escultura patentes em Coimbra.
Pedro Figueiredo explica que a temática desta mostra está intrinsecamente relacionada com o «confronto pacífico entre a figura feminina e masculina» que vem tentando impor na sua escultura, a qual é moldada na figura humana. Para o artista plástico, o «mundo confronta-se sempre com o ser humano» e é desta premissa que nasce a tendência para explorar a complementaridade feminino/masculino, os quais não podem ser perspectivados de uma forma desintegrada. Em Vila Nova de Cerveira, cinco esculturas e dezasseis desenhos sugerem leituras sobre esta dicotomia, trabalhos complementados com outras obras naturais, como o rio Minho e o verde envolvente, «o que complementa, de certa forma, o meu trabalho», afirma Pedro Figueiredo. Para o jovem guardense começa a haver uma determinada «intimidade com a escultura quando ela se envolve com o espaço circundante» e esta galeria é o exemplo dessa dialéctica. No entanto, existe outra complementaridade nesta exposição desempenhada pelo desenho e a escultura que se «congregam numa totalidade», assevera.
Para o artista plástico realizar uma exposição individual em Vila Nova de Cerveira é um «privilégio», na medida em que é um público, na sua maioria espanhol, que «vive intensamente as artes plásticas». De resto, Pedro Figueiredo foi também convidado para integrar em Junho aquela que poderá ser uma das maiores exposições de escultura realizada em Coimbra. No cenário do Convento de São Francisco, em Santa Clara, várias gerações de escultores do panorama nacional vão juntar-se e mostrar o que melhor se faz a nível das artes plásticas. Dos 23 escultores, onde se salientam nomes conhecidos como Gustavo Bastos, Artur Moreira, Carlos Barreira, Carlos Marques, entre outros, sobressai o facto de três dos artistas convidados serem naturais da Guarda: Daniel Gamelas e Paulo Marujo, para além de Figueiredo. Esta exposição será itinerante, desconhecendo-se nesta altura se a Guarda integra esse roteiro, embora Pedro Figueiredo garanta que vai «fazer de tudo» para que esta exposição colectiva “suba” à cidade mais alta do país.



