A Farmácia da Sé, na Guarda, continua a inovar para chegar aos utentes. Depois de lançar o serviço “Farmácia em Casa”, em novembro de 2012, a empresa está a ultimar um novo dispositivo para aceder à sua loja online com a criação de um “qrcode”.
Criado há pouco mais de um ano, o projeto “Farmácia em Casa” destina-se a contornar as dificuldades que o setor está a encontrar com a crise proporcionando uma forma cómoda e rápida aos utentes das Farmácias da Sé (Guarda) e Linaida (Lisboa) para aceder a medicamentos e outros produtos. Basta entrar no site www.farmaciaemcasa.pt, escolher o produto, registar-se (nome, morada de entrega, localidade) e pagar por transferência bancária, multibanco, “paypal” ou cartão de crédito, sendo que ao custo do produto solicitado acrescem três euros para entregas no continente, 5 euros nas ilhas, 14 na Europa e 25 no resto do mundo. Graças a esta plataforma online, a Farmácia da Sé consegue uma média diária de dez encomendas, que, após pagamento, são entregues no dia seguinte ao domicílio. Para Rita Grilo, farmacêutica e responsável pelo projeto, esta nova forma de chegar mais longe é uma aposta ganha. «Temos uma grande adesão, a crescer todos os meses e esperemos que continue assim», adianta.
As senhoras são quem mais procura este serviço para adquirem produtos de cosmética e de emagrecimento: «As pessoas podem ter um bocado de vergonha em adquiri-los ao balcão da farmácia porque pode haver “comentários” e assim, através do computador, o cliente, tendo em conta as características do produto, escolhe aquele que é mais adequado. Nos homens, o que tem mais procura é a área da sexualidade», revela a responsável. Na respetiva página da Internet há ainda um “chat” onde o cliente pode tirar todas as dúvidas acerca dos produtos que pretende adquirir. Contudo, os utilizadores mais frequentes não são da Guarda. «Os guardenses ainda preferem o telefone, quando ligam tiram as dúvidas, encomendam e pedem para ser entregue em casa», refere Rita Grilo.
É por esse meio que Maria Isilda Baltasar, de 71 anos, faz as suas encomendas. A cliente descobriu que a farmácia disponibiliza um serviço de entrega ao domicílio e desde então é «muito raro» deslocar-se ao estabelecimento. «Fui operada em Coimbra e, como não conseguia sair de casa, disseram-me que a Farmácia da Sé tinha um serviço que entregava os medicamentos. É ótimo e um grande descanso. Evito sair de casa e o atendimento é espetacular, trazem o multibanco e fica o problema resolvido», garante a guardense. Além desta cliente, a Farmácia da Sé tem muitos mais no resto do país e também no mundo: «Temos clientes nas ilhas, no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde, na Suíça e Luxemburgo», afirma a responsável, segundo a qual o site é de fácil navegação e permite comprar o que se pretende em menos de dois minutos. «A loja online é a cara das nossas farmácias na Guarda e Lisboa», acrescenta Rita Grilo, afirmando que o “feedback” tem sido «bastante positivo».
De resto, no site há espaço para depoimentos dos clientes, sendo que a farmácia certifica-se sempre que a encomenda chega ao destinatário tal como saiu da loja. «Mandamos ao cliente o código de expedição para que ele possa acompanhar o processo. Assim que a encomenda chega ao destinatário, nós recebemos a informação e de seguida enviamos um email a perguntar se correu tudo bem e o que achou do nosso serviço», explica. Consolidado este projeto, a Farmácia continua a inovar e o próximo dispositivo que vai sair do papel é a criação de um qrcode. «Trata-se de disponibilizar a farmácia no “canal mobile”», revela a farmacêutica. Basta que o utente tenha um smartphone com a aplicação de leitura de “qrcode”.
João Pires



