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Futuro do Lameirinhas nas mãos dos sócios

Órgãos sociais do clube terminaram mandato há mais de um ano mas continuam devido à falta de candidatos

«Penso que não se é sócio apenas por gosto, é preciso esforço quando há que colocar mãos à obra». Quem o diz é Alberto Capelo Marques, presidente da direção do Grupo Desportivo e Recreativo das Lameirinhas, na Guarda, que foi eleito para um mandato de três anos em 2009.

A direção não se recandidatou no início de 2012, mas mantém-se em funções devido ao “vazio” de candidatos, como está previsto nos estatutos da coletividade. As várias Assembleias Gerais realizadas não têm tido resultados práticos, sendo que há duas semanas foi Esmeraldo Carvalhinho quem pôs o lugar de presidente da AG à disposição. Alberto Capelo escusou-se a comentar a decisão, mas criticou o demissionário por lhe ter negado a apresentação de uma proposta, na última reunião, vinda de «um grupo relativamente jovem, que então se posicionava no sentido de arranjar uma solução». Agora, o dirigente desconhece se «o movimento embrionário cresceu ou se apagou», entendendo que o mesmo poderia ter-se constituído se «alguns elementos desta direção tivessem manifestado vontade em continuar».

Alberto Capelo diz-se expectante, reiterando que «a AG tomará a iniciativa que entender», e critica também a pouca participação nas reuniões eleitorais. Entretanto, o “dossier” do futsal é um dos assuntos à espera da nova direção. A equipa sénior «cumpriu os objetivos» para esta época, tendo ficado «alguma mágoa por não termos subido de divisão», considera o dirigente, que mantém o “tabu” em relação à continuidade do treinador Vítor Espinhaço. «É prematuro falar disso, será uma decisão a tomar pela futura direção», justificou, sublinhando que «a vinda de gente nova poderá corresponder a novas ideias em todas as áreas».Segundo Alberto Capelo, o GDRL conseguiu o ano passado «um maior equilíbrio nas contas à custa de uma racionalização em termos de gastos». Contudo, as dificuldades diárias complicam o trabalho dos órgãos sociais, já que «o desporto parece ser uma área de exclusão», critica. Também a vertente social, mais direcionada para a infância, é afetada «pela quebra na natalidade, que não deverá melhorar», assevera o responsável. Já as cantinas sociais vieram «complementar-nos, pois temos um quadro de pessoal alargado que assim pudemos rentabilizar», informa. A próxima assembleia ainda não tem data marcada.

Sara Quelhas

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