P – Qual é a sensação de ter pendurado as chuteiras após tantos anos a jogar futebol?
R – É uma sensação estranha por um lado, mas por outro consciente de que tudo fiz para dignificar os clubes onde joguei. Penso que é a altura certa para terminar, porque temos que ter a consciência de que chegou o momento de dar a oportunidade aos mais novos.
P – Subir de divisão com um clube que lhe diz muito foi terminar a carreira em grande?
R – A subida de divisão foi um prémio merecido para um grupo de trabalho humilde e jovem que se juntou duas semanas antes de começar a época para que o futebol não acabasse em Celorico da Beira. Por isso, é para eles que vai uma palavra de estímulo para que continuem a trabalhar, pois alguns têm qualidade para jogar em qualquer equipa da Iª Distrital e até pensar noutros voos.
P – Tem noção de quantos golos marcou ao longo da carreira?
R – Felizmente foram muitos, talvez mais do que qualquer jogador pensa marcar, até porque sempre fui mais um extremo do que ponta-de-lança. O que mais me satisfaz é que todos esses golos contribuíram para o objetivo a que os clubes onde joguei se propunham e quero deixar o meu agradecimento a todos os seus treinadores, dirigentes, jogadores e adeptos.
P – No futuro, pensa continuar ligado ao futebol ou vai afastar-se?
R – Neste momento penso afastar-me, pois existem coisas mais importante como a família, que não tem tido a atenção merecida.
P – Qual foi o episódio mais caricato que já lhe aconteceu?
R – Durante tantos anos a jogar aconteceram muitos momentos caricatos, mas vou guardá-los para mim, até por respeito a quem os partilhou comigo.
Perfil
Nome: Rui Ascensão
Clube atual: Celoricense
Idade: 39 anos
Ídolo no futebol: Marco Van Basten
Posição: Avançado
Naturalidade: Rapa
Profissão: Fiscal Municipal
Clubes onde já jogou: Vale de Azares, Celoricense, Lageosa do Mondego, Fornos de Algodres, Desportiva da Guarda, Trancoso, Vila Cortez do Mondego e Vila Franca das Naves.
Hobbies: Estar com amigos e brincar com o filho
Clube do coração: Benfica


