Em tempos de crise, temos de valorizar de forma superlativa o trabalho das empresas.
Numa região como a nossa, onde há falta de investimento e onde o pessimismo e a emigração dominam o espetro social, encontrar quem invista e crie emprego é uma raridade que tem de ser aplaudida.
A sobrevivência, per si, das empresas na região é já um ato de coragem, de persistência e vida. Haver empresários, por muito pequenos que sejam, que nesta região ainda arrisquem, trabalhem, paguem salários e impostos é de uma eloquente tenacidade.
Contra tanta contrariedade – das portagens à falta de financiamento, da falta de mercado aos custos de produção elevados – várias empresas na região conquistaram o estatuto de PME Excelência. É extraordinário que no atual quadro económico e social tantas PME’s da região tenham conseguido a mais importante distinção para as pequenas empresas. Não é um galardão por simpatias, é um prémio pelo bons resultados económicos e financeiros, pelos altos padrões de competitividade exibidos, pela dinâmica, organização e trabalho evidenciados.
As empresas que ainda sobrevivem, pelo engenho, arte e dedicação dos seus gestores e trabalhadores (ou, como está na moda dizer, colaboradores…) sobreviveram aos momentos mais difíceis da crise, organizaram-se e apanharam o comboio da modernização, com o qual conseguem evoluir para novos patamares organizacionais e de produção.
Nem tudo está perdido. Ainda há na região quem progrida, quem tenha a audácia de nos dar uma réstia de esperança e otimismo. Ainda há empresas de excelência.



