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Chefe da troika contra mais aumentos de impostos

Representante do FMI e chefe da missão da troika diz que a opção do Governo deve ser cortar na despesa e debater a fundo o que fazer na saúde, na educação pública e nos apoios sociais

Questionado sobre o número ideal de funcionários públicos para um país com os recursos de Portugal, Abebe Selassie diz não haver regras para os níveis de emprego mas dependerá do que se quer do Estado Social.

O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Portugal considera, em entrevista a dois jornais diários, que o Governo deve cortar a sério na despesa e defende que não deve haver mais aumentos de impostos.

Abebe Selassie diz, em entrevista publicada hoje no “Diário de Notícias” e no “Jornal de Notícias”, que o Governo português deve debater o que «realmente quer fazer» nos sectores da saúde, na educação pública e nos apoios sociais.

Sobre a subida de mais impostos, o responsável diz que em «termos fiscais não gostaria de ver mais aumentos de impostos», salientando que «o IVA e o IRS têm de ser comparados com outros países» e aumentá-los para subir a receita não seria útil.

No entender do chefe da missão do FMI para Portugal, o que é útil é aumentar a base fiscal, alargá-la. «Não há muitas categorias de imposto. IRS, IVA e IRC representam a principal fatia. E, do lado da despesa, a grande fatia está nas transferências sociais e no sector público. O ajustamento fiscal tem de ser feito e tinham de escolher entre as grandes fatias disponíveis. O Governo português escolheu agora o IRS, que é mais progressivo e taxa mais os mais ricos. Socialmente também é uma opção razoável», sustenta.

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