O custo anual dos incêndios é superior a mil milhões de euros, sendo que cerca de 150 milhões são gastos por prejuízos diretos na área florestal ardida. Os restantes 750 milhões resultam da necessidade de importar produtos, que deixam de ser fabricados em Portugal devido à falta de madeira. São estes os valores em causa, segundo um grupo de 21 personalidades, entre as quais se destacam Jorge Sampaio, Valentim de Oliveira, Álvaro Amado, Francisco Avilez e João Ferreira do Amaral.
No manifesto “Outra vez os incêndios florestais”, desenvolvido pelo semanário Expresso na próxima semana, conclui-se que o país paga caro por não investir o suficiente na prevenção. Assim, no combate aos fogos e nas suas consequências, Portugal «acaba por pagar sempre uma fatura mais elevada», pelo que, só este ano, «os incêndios provocaram sete mortos, desorganizaram vidas e empresas, destruíram casas e queimaram mais de 100 mil hectares matas e florestas».


