O MAIS – Movimento de Apoio à Construção dos Itinerários da Serra da Estrela quer reunir novamente com o secretário de Estado das Obras Públicas por causa da construção de parte das vias projetadas naquela concessão rodoviária.
A audiência com Sérgio Monteiro foi solicitada na semana passada, alguns meses depois dos presidentes das Câmaras de Seia, Gouveia e Oliveira do Hospital se terem encontrado com o governante. «Nessa reunião ter-lhes-á sido dada a garantia de que o avanço do IC6, cujas obras estão paradas junto a Tábua, teria prioridade. Este troço, que segue a antiga Estrada da Beira, serve aqueles três concelhos», recorda o movimento. Após este «compasso de espera» e da reprogramação das verbas do QREN, o MAIS entende ter chegado a altura de voltar «a reivindicar, pelo menos», o avanço deste Itinerário Complementar. Recorde-se que este movimento reúne cidadãos, empresários e autarcas dos concelhos de Seia, Oliveira do Hospital, Gouveia, Nelas, Viseu, Covilhã e Carregal do Sal, tendo-se constituído com personalidade jurídica para exigir a construção de estradas como o IC6, IC7 e IC37.
Em 2010, ainda no mandato do anterior governo, lançou uma petição online que obteve mais de três mil assinaturas e, posteriormente, reuniu mais de quatro mil assinaturas num abaixo-assinado que defendia a construção destes itinerários. Para que o assunto não caia no esquecimento, o MAIS tem um blogue, uma página no Facebook e realizado
várias iniciativas com o apoio das comunidades locais. Em setembro de 2010, a Estradas de Portugal (EP) aprovou o estudo prévio dos traçados das vias previstas na concessão Serra da Estrela. A saber, o IC6, entre Tábua/Oliveira do Hospital (IC7) e a Covilhã (A23); o IC7 – Oliveira do Hospital (IC6)/Fornos de Algodres (A25) e o IC37 – Viseu (A25)/Seia (IC7). Foi mais uma decisão favorável ao dossier das acessibilidades na corda da Serra, que também já têm declarações de impacte ambiental favoráveis, embora condicionadas. O que continua a faltar é a abertura dos concursos para os projetos definitivos e respetivas empreitadas.
O que nunca houve foi “luz verde” do Ministério da Obras Públicas para o avanço desses procedimentos, que foi repetindo nos últimos anos que este investimento está «congelado» devido à crise. No entanto, para o MAIS, a construção destes IC’s, esperados há mais de 30 anos, é fundamental para melhorar as acessibilidades internas na corda da Serra e «incrementar todo o potencial de desenvolvimento e de empreendedorismo turístico, industrial, agro florestal e dos serviços da região». Nesse sentido, o movimento tem sustentado que estas obras «farão sair este território do enclave em que se encontra mergulhado».
Luis Martins



