Apesar da crise, os responsáveis pelas estâncias termais do distrito estão confiantes de que a procura vai aumentar em 2010, mantendo-se a tendência de crescimento registada nos últimos anos. A época termal já arrancou em Longroiva (Mêda), Caldas da Cavava (Aguiar da Beira) e Fonte Santa (Almeida), na última segunda-feira, e também no Cró (Sabugal), no sábado.
As Termas de Longroiva, abertas até Novembro, foram as que registaram maior afluência no ano passado, contabilizando 1.115 aquistas. Em 2008 passaram por esta unidade gerida pela empresa municipal Águas de Longroiva 1.004 pessoas. «Acredito que será possível chegar aos números do ano passado e até superá-los», prevê a directora do balneário termal, Susana Morgado. «Se tivermos em conta que funcionámos nas antigas instalações, com uma banheira e dois “vichy”, pode dizer-se que a afluência registada o ano passado foi bastante considerável», considera, ao adiantar que está previsto que o novo balneário possa começar a funcionar no próximo mês de Julho. A infraestrutura, cuja inauguração chegou a estar prevista para Setembro do ano passado, «sofreu alguns atrasos por parte da empresa construtura, nomeadamente ao nível dos equipamentos», explica. O novo edifício, orçado em 3,5 milhões de euros, estará equipado com unidades de tratamento termal e piscina, electroterapia, sauna, jacuzzi e ginásio, bem como com mais de vinte banheiras de hidromassagem e equipamentos para tratar doenças de otorrinolaringologia para várias dezenas de pessoas em simultâneo.
Também nas Caldas da Cavaca há grandes expectativas. «Esperamos ter ainda mais gente este ano», afirma o vice-presidente da Câmara de Aguiar da Beira, José Tavares, ao revelar que em 2009 passaram pelas termas 850 pessoas. Em 2008, altura em que a autarquia as reabriu e apostou numa parceria público-privada, depois de 13 anos encerradas, registaram-se cerca de 400. Nesta época termal, que se estende até finais de Outubro, há novidades: «Fizemos várias melhorias, desde os balneários até aos próprios tratamentos, passando pelo sistema informático, em que houve um grande investimento», refere o autarca.
Antigas casas para alojamento
Quanto à ansiada unidade hoteleira de apoio às termas, o projecto está à espera de melhores dias: «Estamos à procura de um banco que nos financie e, como se sabe, a actual conjuntura económico-financeira não é a melhor», lamenta. Ainda assim, há um outro projecto de alojamento na calha que consiste na recuperação de 10 casas antigas das termas. «Abriu-se concurso para a sua recuperação e estamos na fase da adjudicação», explica José Tavares. O edil, que para já não adianta o valor do investimento, espera que as obras possam começar ainda este ano. Já na Fonte Santa, este é o primeiro ano em que o novo balneário vai funcionar durante toda uma época. Foi inaugurado em Agosto do ano passado e, segundo o presidente da Câmara de Almeida, terá sido «determinante» para o aumento da procura: passou de 800 aquistas em 2008 para 1.000 em 2009.
Este ano «deixa de haver só termalismo clássico, já que há também spa, banho turco, fitness e toda uma vertente voltada para a estética», anuncia Baptista Ribeiro, ao constatar que as novas instalações têm capacidade para 80 pessoas por dia. A época termina em Dezembro. No entender do autarca, há agora condições «para que se faça a promoção da Fonte Santa em todo o país e também lá fora, em Espanha», sendo que, até aqui, o equipamento acolheu sobretudo pessoas do distrito. Em relação ao hotel de quatro estrelas, o autarca reitera que «continua entre as prioridades». De resto, estava agendada para ontem a escritura pública de constituição da sociedade anónima que irá construir a unidade hoteleira, sendo parceiros a Almeida Municipia e a Advogados Associados do Norte.
No Sabugal, a obra do novo balneário das termas do Cró «está actualmente concluída em 75 por cento e prevê-se que possa abrir para o ano», estima o presidente da Câmara. António Robalo está também confiante relativamente a esta época termal, que termina no final de Outubro: «Tudo indica que vamos conseguir chegar aos 700 utilizadores, que corresponde à capacidade total, porque só já temos por reservar três quinzenas», indica. «E já o ano passado tivemos 700 pessoas», refere. Quando estiver concluído, o novo complexo terá capacidade para 2.500 aquistas por ano.




