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Interesse Público e Eleições Autárquicas – há que dizer bem de quem fez bem

Compete a um autarca estar ao serviço do interesse público e por ele zelar o melhor que pode e sabe. Mas o interesse público não é um conceito comummente aceite e, ao invocá-lo, há que identificá-lo e indicar quais se consideram as suas áreas fundamentais. Se muitas prioridades constituem alicerces e retêm permanência ao longo dos tempos, outras há que são conjunturais. Assim, a nível da política regional actual, a saúde, a educação, a cultura e a preservação do património natural e urbano constituem alicerces, enquanto as infra-estruturas, incluindo as da água canalizada, do saneamento básico e das vias de comunicação, o fomento da utilização das energias alternativas e outras medidas ecológicas de impacto ambiental, a promoção do emprego e o fomento da actividade empresarial são prioridades circunstanciais.

Se esse autarca desenvolve as actividades necessárias à realização dessas prioridades através de démarches políticas, de apoios de ordem financeira ou de iniciativas de sensibilização, é a ele que compete decidir, propondo-as à Assembleia Municipal e fazendo-as levar a cabo em conformidade com a lei.

Deste ponto de vista, revendo a actuação do autarca Joaquim Valente durante o mandato que agora findou, deparamo-nos com uma conduta a que podemos chamar de consentânea com esse bem comum. Sem arrogância e com a humildade de quem sabe que o seu dever é servir e não servir-se a si mesmo, Joaquim Valente trouxe-nos um novo hospital, um feito há muito almejado mas nunca até agora conseguido. Atendendo às futuras necessidades de emprego de muitos jovens, assegurou iniciativas com vista à continuidade da sua educação – se, nas grandes cidades, as famílias têm acesso a escolas de ensino privado e para tal usufruem de benefícios fiscais por parte do estado, Joaquim Valente, nesta cidade do interior e seguindo na mesma senda, fez convergir esforços e concedeu um espaço à Escola Profissional, uma escola privada que serve aqueles que, não fora essa oportunidade, ficariam sem possibilidade de integrar, a médio prazo, o mercado de trabalho qualificado. Também a Academia Sénior tem merecido a sua atenção e usufruído da sua boa vontade e apoio. Quanto à cultura, o TMG continuou a apresentar uma actividade dinâmica com uma boa programação e outras associações, como o Aquilo Teatro, continuaram a obter o subsídio que lhes permitiu manter a sua actividade. Viram-se melhorias nos acessos públicos, as rotundas tornaram-se agradáveis ao olhar e as ruas estiveram limpas. Novas empresas ocuparam os terrenos do Parque Industrial, criando novos postos de trabalho. A PLIE, depois de muitos anos de indefinição, tornou-se agora realidade, permitindo a implantação de empresas de renome mundial, com o consequente aumento dos postos de trabalho.

Joaquim Valente fez muito e ainda tem muito a fazer. Conseguirá fazer melhor se souber ouvir o que mais pessoas em seu redor têm para lhe dizer.

Por: Luísa Queiroz de Campos

Comentários dos nossos leitores
Fátima Ribeiro fausca200@hotmail.com
Comentário:
Todos devemos estar super-preocupados, até porque se prevê a sua re-eleição: O ACTUAL presidente da câmara AUMENTOU A DÍVIDA EM DEZASSEIS MILHÕES DE EUROS,num só mandato!? E como foi isso possível, se quase não houve investimentos? Já pensaram qual vai ser o valor da dívida no final do mandato que se aproxima? Não será difícil extrapolar…
 
Fernando sylvester.silvestre@gmail.com
Comentário:
Como? Então a autora acha que foram feitas muitas coisas? Onde? em que cidade anda? Escola Profissional? A que o Estado subsidia, a que tem a renda paga pela câmara, e os seus amigos é só facturarem? Assim é fácil. Mas para alguns. Para o cidadão da Guarda… não há futuro, mas para Valente e Marilia Raimundo o futuro será radioso.
 
MadGomes magomes77@gmail.com
Comentário:
Os guardenses têm o que merecem, não são exigentes.Os presidentes desta autarquia podem fazer o que lhes apetecer porque sabem que, por estas bandas,ninguém os castigará. Se gostam continuem!
 
MadGomes magomes77@gmail.com
Comentário:
Fico triste quando visito a minha Guarda…merecia mais!
 
Samuel Antic santicaciques@gmail.com
Comentário:
Não sei qual o motivo que leva a comentadora a fazer uma referência tão elogiosa ao actual presidente da CMG, embora não seja nada difícil adivinhar. De facto, atendendo à altura em que o comentário é feito e, também, à invocação de obras que só existem na cabeça da senhora, fácil se torna entender que se trata da mais pura e barata (pois não tem suporte real) propaganda eleitoral. Ficamos, assim, a saber que “Valente nos trouxe um novo hospital”!?. Alguém o enxerga, mesmo ao longe? Todos sabemos que estão apenas previstas obras de ampliação e remodelação do hospital que já é centenário.Depois, a senhora fala na PLIE, que eu considero um pequeno “elefante branco”, como um local de “implantação de empresas de renome mundial”. Será? Diga-nos, então, alguns desses nomes, pois eu creio que ninguém os conhece e, assim, dar-nos-á a notícia em primeira mão.Temo, no entanto, que tais nomes não passem de fantasmas existentes na sua cabeça.Também, segundo a comentadora, concedeu um espaço à Escola Profissional. Francamente! Qual é o presidente da Câmara que não disponibiliza espaço para a instalação de uma escola, um quartel ou um hospital? Fala, em seguida, na falta de arrogância e na humildade, como características do agora candidato. NÃO POSSO ESTAR MAIS EM DESACORDO.Imagino que a senhora não saiba das poucas vergonhas ao nível camarário, fruto de um excessivo poder (que o homem até quer ampliar) que o levam, por exemplo,a anular um concurso para a câmara porque é preciso afastar uma empresa que poderá vir a ganhá-lo. Anula-se esse concurso, abre-se um novo mas, essa empresa, pura e simplesmente não é convidada, nem para este, nem para mais nenhum. Quer provas? Terei todo o gosto em lhas fornecer. Este tipo de actuação, para além de absolutamente reprovável, começa a pôr a descoberta uma “qualidade” que colide, frontalmente, com a sua apregoada humildade. Admirada? Se, de facto, o está é porque não o conhece. Proponho-lhe, então, sem saír de “O Interior”, que leia a notícia, na secção de política, sobre a visita do agora candidato, ao Marmeleiro, freguesia em que governa uma junta PSD e onde, na sua intervenção, mostra uma grande baixeza, para não dizer mesmo ordinarice, que mostram a sua forma de actuar.A certa altura, assumindo-se já como novo presidente da câmara, até porque, segundo afirmou, “até as juntas PSD têm vergonha de Crespo de Carvalho”, promete trabalhar, apenas, “com quem quer trabalhar connosco”. Sabe o que isto significa, ou quer que lhe explique? A isto chama-se caciquismo. Do Marmeleiro para o Adão, freguesia adjacente e onde há a forte possibilidade de a junta do PS ser derrotada pela lista do PSD, aí,”Valente” não está com meias palavras e atira a matar: “Se não ganhar a lista que quer trabalhar connosco, não haverá dinheiro para esta freguesia”. Sabe que nome tem este tipo de actuação? Caciquismo puro. repito para o caso de não ter percebido bem:ca-ci-quis-mo! Também é deveras “comovente” e demonstrativo da “grande humildade” do homem, o vídeo,”O interior.tv” registado na freguesia de S. Miguel, em que se pode ver “Valente”, em histeria, a gritar que o PSD nunca, nunca, mas mesmo nunca, conseguirá ganhar a câmara da Guarda. O homem, até comanda o voto dos eleitores. Convenhamos que, para tanta “humildade”, não está nada mal. Para terminar: Reparou que as “máquinas do alcatrão”, que ninguém viu ao longo destes quatro anos, andaram numa autêntica correria, ao longo destes 15 dias de campanha, colocando remendo aqui, remendo além, indiferentes à chuva que caíu na última semana? Imagina quantos meses, para não dizer semanas, durará o alcatrão colocado nestes dias de chuva? É este homem que nos quer impingir como presidente de câmara-modelo, senhora comentadora?
 
Artur Atento artur.miguel@gmail.com
Comentário:
Uma pergunta à comentadora Luísa Queirós: Sabe qual o valor do aumento da dívida camarária nestes 4 anos? E ainda diz que o homem fez bem? Qual irá ser o valor da mesma dívida no final do novo mandato, tem ideia? Bem me parecia que não faz a mínima ideia, pois só assim se entende o “besuntado” e infeliz comentário que produziu, o qual não tem a mínima sustentação na realidade. Dá pena…
 

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