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IPG cria cursos de ensino à distância para países de língua portuguesa

Protocolo assinado com a CPLP prevê ainda intercâmbio de alunos e docentes e cursos de especialização

A Unidade de Ensino à Distância do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), a criar em Setembro ao abrigo do novo regime jurídico do Ensino Superior, vai leccionar cursos a alunos de instituições da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O intercâmbio de estudantes e docentes, bem como o ensino de cursos de especialização de níveis III e IV por parte da instituição guardense são as outras vertentes de um protocolo assinado na última quinta-feira.

Este documento permite que o IPG e os estabelecimentos de ensino abrangidos pela CPLP iniciem agora conversações, com vista à criação de vagas e à organização de cursos e intercâmbios. A ideia é que o protocolo possa sair do papel já no próximo ano lectivo, sendo que o presidente do IPG, Jorge Mendes, tenciona ainda este mês deslocar-se a Cabo Verde, a um estabelecimento de ensino da cidade da Praia, onde abordará as parcerias possíveis. «O IPG tem, felizmente, uma das maiores comunidades, ao nível dos politécnicos, de alunos vindos da CPLP», constatou Jorge Mendes durante a cerimónia de assinatura do protocolo, falando em perto de 90 estudantes. A grande maioria é oriunda de Cabo Verde, Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe, sendo que «vêm poucos do Brasil», referiu. «É um número extremamente significativo», considerou.

De acordo com o secretário executivo da CPLP, Domingos Pereira, todos os cursos das diferentes escolas do IPG deverão interessar aos alunos das instituições abrangidas porque «as solicitações são cada vez mais crescentes» e em diferentes áreas. Porém, acabou por focar a agricultura, indústria e engenharia. Confessou estar «surpreendido pela positiva» com a forma como «o IPG se empenhou neste protocolo». O acordo vem «reforçar os laços históricos existentes» e «é um passo importante no sentido de uma realidade que é reclamada» pelos estudantes.

Para Domingos Pereira, «o ensino e a formação são os elementos necessários para combater as disparidades sentidas nos nossos países». «A nossa comunidade reconhece que nesse domínio ainda há muito para fazer», afirmou ainda, considerando esta parceria com o IPG «um contributo inestimável».

Projecto da Escola de Saúde quase pronto

À margem da cerimónia de assinatura do protocolo com a CPLP, Jorge Mendes anunciou que o projecto que prevê a instalação da Escola Superior de Saúde no “campus” do IPG se «encontra em fase de conclusão». Sem adiantar mais pormenores, o presidente do IPG disse que a partir de Novembro deverá ser candidatado a programas de financiamento. Jorge Mendes recordou que a mudança da ESS, a funcionar no Parque da Saúde, constitui um dos «objectivos centrais» da instituição.

O ensino à distância deverá arrancar já no próximo ano lectivo

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