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Oposição reclama maior segurança no Parque do Rio Diz

Presidente da Câmara da Guarda defende que não se podem «criar vedações físicas» junto ao lago

Os vereadores do PSD na Câmara da Guarda alertaram na reunião do executivo, realizada na última terça-feira, para aquilo que consideram uma falta de segurança no Parque Urbano do Rio Diz. Também o «descuido» a que está votado o parque municipal foi alvo das críticas da oposição, que lamentou ainda não ter sido convidada para a cerimónia do lançamento das obras do Hospital. Foi ainda aprovada, com abstenção dos sociais-democratas, a primeira revisão às Grandes Opções do Plano e ao orçamento de 2009.

No final de uma sessão em que não participou José Gomes, Ana Manso explicou os motivos porque voltou a falar na falta de segurança no espaço de lazer da Guarda-Gare: «Temos vindo a alertar este executivo para as questões da segurança dos cidadãos e o parque também necessita da sua própria manutenção», uma vez que se trata de um espaço «agradável e bonito», mas que «exige algum esforço de manutenção por parte da Câmara». Por isso, «entendemos que este executivo é pouco organizado e faz pouca intervenção nessas áreas», salientou a vereadora social-democrata. Na resposta às críticas de falta de segurança, o presidente da Câmara da Guarda sublinhou que «não podemos criar vedações físicas junto aos espelhos de água ou aos rios porque senão perde-se o contacto natural com a natureza», recordando que no Parque Municipal «houve sempre» um lago «onde as crianças também brincavam e, felizmente, que nunca houve acidentes gravosos».

De resto, Joaquim Valente acredita que o Parque Urbano do Rio Diz é «excelente e tem condições de segurança», embora reconheça que «podem acontecer situações de risco», como «alguém tropeçar e fazer uma rotura ou uma fractura num tornozelo», exemplificou. Assim, «o importante é que todos saibamos estar em parques urbanos e que devemos ter cuidados redobrados quando as crianças vão para lá». Também o actual estado do Parque Municipal mereceu o reparo de Ana Manso: «Marcou a nossa geração e a cidade e é triste vermos agora aquele ar de abandono, completamente descuidado sem qualquer arranjo», acusou, salientando que o espaço «para além de uma intervenção global e de fundo, deve ser cuidado no dia-a-dia. Há uma falha grande da Câmara». Neste caso, o edil frisou que a autarquia tem «uma ideia para a requalificação» do espaço, sendo que «o Parque de Saúde vai ser um recinto de excelência e não nos podemos esquecer que o parque de campismo confina» com o da Saúde.

Assim, a zona onde está o parque de campismo, o edifício das piscinas velhas e o Bairro da Fraternidade «tem de ser objecto do estudo de um novo desenho urbano para requalificar aquela zona». Entretanto, no âmbito do Prohabita – Programa de Financiamento para Acesso à Habitação há 16 famílias do Bairro da Fraternidade que vão passar a residir no Centro Histórico. Outro dos assuntos discutidos no período antes da ordem do dia foi o da ausência dos deputados da Assembleia da República eleitos pelo círculo da Guarda na cerimónia de arranque das obras do Hospital. Uma falta que Joaquim Valente considerou «inqualificável», porque considera «perfeitamente normal» que tivessem marcado presença no lançamento de uma «obra importantíssima» para a Guarda. Nesse sentido, os serviços da autarquia foram instados a «indagar junto da Administração Regional de Saúde o que falhou para que os deputados não estivessem presentes». Ana Manso, que acumula as funções de vereadora com a de deputada, garante que não esteve porque não foi convidada: «Embora não seja essa a minha opção, quero é que o Hospital seja construído o mais rapidamente possível para bem dos doentes e dos profissionais. Contudo, considero lamentável que os deputados, os vereadores e os autarcas não tenham sido convidados para o lançamento da primeira pedra», reforçou.

Ricardo Cordeiro Em Fevereiro, um idoso foi encontrado morto no lago do Parque Urbano do Rio Diz

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