A 12 de Outubro de 2025 decorreram no território nacional as eleições para escolha dos órgãos autárquicos para o período de 2025 a 2029.
O partido Chega apresentou candidaturas a todos os municípios do distrito (Câmara Municipal), a diversas Assembleias Municipais e a algumas Assembleias de Freguesia. Obteve um mandato de vereador (Sabugal), 13 mandatos em Assembleias Municipais (Sabugal – 6, Guarda – 3, Seia – 2, Gouveia – 1 e Trancoso – 1) e 13 mandatos em Assembleias de Freguesia (Sabugal – 6, Guarda – 4, Seia – 2 e Almeida – 1). Quando comparados com os resultados das eleições de 2021, o partido Chega passou de zero a um vereador eleito, de dois representantes em Assembleias Municipais para 13 e de zero para também 13 eleitos em Assembleias de Freguesia. Numa primeira abordagem constata-se um crescimento significativo dos autarcas eleitos pelo partido no distrito da Guarda, com especial relevo para o vereador no município do Sabugal.
De referir também que passou a ter um representante na Assembleia da Comunidade Intermunicipal Região das Beiras e Serra da Estrela, com um eleito, uma vez mais, pelo Concelho do Sabugal. Assim, o distrito da Guarda passou a ter representantes do partido Chega em todos os níveis do poder legislativo/deliberativo nacional (Assembleia da República, Assembleia Intermunicipal, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia), bem como de um representante no poder executivo (ainda que sem pelouro), com um vereador no município do Sabugal.
Aqui chegados, e após um ano sobre estas eleições, que análise inicial, do ponto de vista do meu partido, se pode fazer?
Em primeiro lugar, os eleitores passaram a ter, em diversas Assembleias Municipais e de Freguesia, mais uma voz que os representa, ainda que na oposição, o que não tinham até 2025.
Em segundo lugar, o partido Chega tem-se apresentado como uma alternativa credível e possível, não só para o poder deliberativo, como também para o poder executivo, já que, no Sabugal, o vereador do Chega tem sido a voz incómoda para o poder vigente, tem apresentado propostas que vão de encontro aos anseios das populações e tem mostrado ser capaz de, a qualquer momento, poder ser chamado a desempenhar funções executivas como presidente de Câmara Municipal.
Em terceiro lugar, o partido Chega tem percorrido um caminho de crescimento, também ao nível autárquico, e apresenta-se como um grande partido nacional, com raízes no território e cada vez mais sólido.
Para finalizar, passou somente um ano neste ciclo de quatro anos de poder autárquico. Os eleitos do partido CHEGA continuarão a representar todos os eleitores, sem receio de afrontar o poder estabelecido e tradicional dos partidos “do costume” nos órgãos autárquicos, pois só aos eleitores têm de prestar contas. No final do ciclo, submetidos ao juízo do povo soberano, só aí poderão saber se o seu trabalho, a sua coragem e a sua dedicação, mereceram a confiança da população, conferindo-lhes esta, não só a responsabilidade de oposição, como a responsabilidade de tomarem a seu cargo a governação de alguns municípios.
Da nossa parte, continuaremos a pugnar pela satisfação dos legítimos anseios de uma população que se sente cada vez mais abandonada por todos os níveis do poder nacional, garantindo que, quando na governação, Portugal e os portugueses estarão sempre primeiro.
* Deputado do Chega na Assembleia da República eleito pelo círculo da Guarda
** O autor escreve, por opção própria, de acordo com a grafia anterior ao presente “acordo” ortográfico


