Está instalada a polémica na repetição das eleições para a comissão política concelhia e mesa da assembleia de secção do PSD da Guarda, marcadas para este sábado, e às quais apenas vai concorrer Júlio Santos, atual presidente que se recandidata a um segundo mandato.
O adversário Pedro Nobre anunciou ontem, em conferência de imprensa, que desistiu da candidatura na sequência da deliberação do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD, que dedicidiu que ao ato eleitoral podem concorrer novas candidaturas e usados novos cadernos eleitorais Pedro Nobre fala em «subversão das regras» e «falta de democracia».
Em causa está a decisão do CJN, presidido por Ana Paula Martins, também ministra da Saúde, que contrariou a posição do Conselho de Jurisdição Distrital, liderado por Jacinto Dias, que tinha determinado a repetição das eleições entre Pedro Nobre e Júlio Santos com o mesmo caderno eleitoral em vigor a 28 de fevereiro.
Na altura, Pedro Nobre venceu por um voto, mas Júlio Santos recorreu porque houve uma diferença entre o número de votantes e os votos validados – e as eleições foram anuladas para serem repetidas este sábado. O militante espera agora que o Tribunal Constitucional, órgão para o qual já recorreu, reverta a decisão do CJN.
Questionado por O INTERIOR sobre a quem interessa esta luta pelo poder, o ex-candidato respondeu que é «a quem está no poder e parece ter algum medo de algo de novo, porque se calhar não estão muito seguros no poder que têm e nos lugares que ocupam».
Pedro Nobre criticou também a atuação de Ana Paula Martins, presidente do CJN, e da mesa da Assembleia Distrital do PSD, presidida por Carlos Condesso, e admitiu que a sua lista foi posta «fora da corrida» por uma decisão «de conveniência» (…) «a pedido de outras figuras, alinhadas numa estratégia nacional de silenciar aqueles que podem estar contra o poder interno».
O social-democrata acrescentou que nas eleições de 28 de fevereiro o PSD da Guarda «mostrou vontade de mudança» e garantiu que vai ser oposição e «fazer política a sério». Ao que tudo indica, este sábado poderão votar cerca de 290 militantes, a 28 de fevereiro eram 179. Saiba mais na próxima edição de O INTERIOR.



