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Guarda e Salamanca assinam protocolo

Acordo transfronteiriço destina-se a desenvolver ambos os municípios

A Câmara da Guarda e o Ayuntamiento de Salamanca assinaram, na terça-feira, um acordo de cooperação transfronteiriça para impulsionar o desenvolvimento territorial dos municípios.

O consórcio denominado “Cidades Culturais para o Desenvolvimento Territorial” tem, segundo Joaquim Valente, como objectivo «criar uma plataforma que possa concorrer aos fundos comunitários» para «consolidar e criar maior coesão nas zonas transfronteiriças». O autarca guardense garante que «a Câmara da Guarda, juntamente com Salamanca, está atenta para que possamos atrair financiamentos que nos possibilitem fazer investimento para contribuir para uma maior coesão social e económica dos dois lados da fronteira». Nesse sentido, os dois municípios pretendem cooperar a nível cultural, económico, educativo e de integração social e institucional. O alcaide de Salamanca, Julián Lanzarote Sastre, considera que este consórcio «nasce do compromisso, para impulsionar fórmulas de eliminar o efeito fronteira, que ainda dificulta a integração social e o desenvolvimento dos territórios periféricos» de ambas as cidades. Com a assinatura do protocolo os dois responsáveis comprometem-se a colaborara em rede e organizar um conjunto de eventos para promover a aproximação estratégica. Segundo anunciou Julián Lanzarote, o consórcio terá sede jurídica em Salamanca, enquanto que as assembleias se celebrarão entre Espanha e Portugal. O alcaide adiantou, ainda, que inicialmente o orgão consorciado contará com quatro membros, dois de cada entidade local, mas que «estará sempre aberto a novos membros, sempre que cumpram os critérios de pertencer à província de Salamanca ou da Beira Interior». De resto, ambos os responsáveis sublinharam a «estreita relação» que existe, desde 2002, entre as duas cidades que se manterá, com este acordo, por mais dois anos.

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