Num jogo considerado de alto risco, mas em que não houve problemas entre adeptos, Covilhã e Leixões acabaram empatados no passado domingo. Com este resultado, os serranos perderam uma grande oportunidade para voltar à liderança, devido ao empate do líder Beira-Mar, e foram apanhados na tabela pela Olhanense.
O encontro só teve emoção nos primeiros minutos, já que o Leixões, que jogou toda a segunda parte com mais um, nunca mostrou vontade de vencer. A qualidade do espectáculo não foi de encantar, longe disso, mas muito por culpa de António Capela, que, ao expulsar Vladimir, acabou por facilitar a vida a um Leixões que veio para não perder. Mas tudo poderia ter sido diferente, já que Luizinho e Milton tiveram o golo nos pés ainda não estavam decorridos 30 segundos de jogo, só que a finalização não foi a melhor. Aos 3’ foi um livre de Sérgio Rebordão, a uns bons 30 metros da baliza, que levou perigo à baliza de Batista. O Leixões respondeu na jogada seguinte, com Guerra a criar a única oportunidade de golo em todo o jogo dos visitantes, mas o remate acertou nas malhas laterais. A partida estava viva e era dominada por um Covilhã atrevido e a jogar em velocidade. Aos 8’, Milton teve de novo uma grande oportunidade, mas o remate foi travado pelo pé de Batista. Aos 20’, os locais reclamaram grande penalidade sobre Luizinho, num lance que deixou dúvidas. Depois, acabou a emoção em toda a primeira parte.
O Leixões acertou nas marcações e o Covilhã sentia muitas dificuldades para transpor as barreiras da equipa de Matosinhos. Para piorar as coisas, António Capela expulsou Vladimir já tem tempo de descontos do primeiro tempo, num lance em que o árbitro exagerou. A jogar com mais um, esperava-se que o Leixões apostasse no ataque, mas foi o Covilhã que começou a segunda parte a arriscar. Os serranos não sentiram a falta de Vladimir e podem queixar-se novamente do árbitro, que perdoou a expulsão de Dionísio e Henrique, após lances sobre Rui Morais. Mas as forças não deram para tudo e lances de golo houve apenas um, num cabeceamento de Oliveira a que Batista se opôs bem. Nos últimos 15 minutos, com a entrada de Brasília, os visitantes encostaram o Covilhã à sua área, sem, contudo, conseguirem assustar Serrão. Má arbitragem de António Capela, a figura do jogo pela negativa ao prejudicar muitas vezes o Covilhã.
No final, João Salcedas referiu que o empate é «justo», num encontro em que o Covilhã teve que ser «inteligente» na segunda parte. Rogério Gonçalves, treinador do Leixões, afirmou que o jogo foi «apenas num sentido» na segunda parte, mas que o Covilhã teve «mérito» no resultado final.
Francisco Carvalho


