Região

«O nosso vinho diferencia-se pela enologia e viticultura»

Escrito por Jornal O Interior

Celso Madeira, administrador da CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira

A eleição do Marquês d’Almeida Grande Reserva Branco 2017 como o melhor vinho da Beira Interior não surpreendeu Celso Madeira.
«A atribuição deste prémio é muito justa porque é um vinho que se diferencia pela enologia e pela viticultura», afirma o administrador da consagrada CARM, que agradece o reconhecimento. «Ser o melhor é uma distinção que nos deixa muito satisfeitos», confessa, recordando que foi a terceira vez que a CARM conquistou o prémio máximo do Concurso de Vinhos da Beira Interior em cinco participações. «Vencemos sempre com brancos e vamos passar a concorrer com tintos porque estamos convencidos que vamos fazer muito bons produtos», revela o produtor e empresário agrícola.
O segredo deste sucesso está na forma como o vinho é produzido: «As vinhas são muito bem tratadas, produzem excelentes uvas e a nossa técnica enológica está muito bem apurada, pelo que só podemos ter bons vinhos», considera Celso Madeira, para quem a Beira Interior pode fazer «belíssimos vinhos». O problema, na sua opinião, é que a região está «emparedada entre duas super regiões vitivinícolas», o Douro e o Dão, pelo que desafia os protagonistas do setor, produtores e responsáveis institucionais, a «trabalhar mais» para se afirmar no mercado, sobretudo internacionalmente.
O empresário deixa mesmo uma sugestão: «Para ganhar notoriedade lá fora é preciso mandar vinhos para Robert Parker e para a revista “Wine Spectator”. Quando os provarem e classificarem será tudo mais fácil para a Beira Interior», considera Celso Madeira.

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