Política

PS já está a «construir a alternativa» ao PSD na Guarda

Escrito por Luís Martins

Concelhia quer o partido a trabalhar e a ouvir a sociedade civil para apresentar soluções diferentes e conseguir recuperar a Câmara em 2021

O PS começou a construir uma «alternativa» ao PSD na Guarda com a criação de oito grupos setoriais de trabalho que vão «ouvir a sociedade e com ela produzir soluções e propostas que influenciem» o programa eleitoral a apresentar nas autárquicas de 2021.
Agostinho Gonçalves, líder da concelhia, revelou na sexta-feira os nomes dos seus coordenadores: Manuel Santos (Agricultura, Floresta e Ambiente), Conceição Santos (Ação Social), Hugo de Carvalho (Gestão, Administração Autárquica), Tatiana Fonseca (Educação), Joaquim Carreira (Planeamento e Urbanismo), Rui Pedro Ribeiro (Economia, Emprego e Inovação), Nélia Faria (Saúde) e João Almeida Santos (Cultura, Património e Turismo). Com esta iniciativa, batizada de “Ouvir a Guarda. Influenciar o país”, o dirigente quer pôr o partido a trabalhar para «aparecer com capacidade de disputar as próximas autárquicas e conseguir uma vitória». Até lá, cada área vai elaborar um diagnóstico do que está mal no concelho e apresentar «soluções, alternativas e propostas», adiantou o presidente da concelhia.
«Precisávamos de acordar o partido. O PS tem um caminho a percorrer de afirmação perante a sociedade guardense, é vital que conquiste a cidade e as suas gentes e só o conseguiremos tendo a ponderação necessária para ouvir todos com atenção», considerou o também deputado municipal. Ainda com os erros do passado bem presentes, Agostinho Gonçalves sublinhou que «é essencial ouvir para decidir bem e tem que haver preparação, pois as coisas não podem ser feitas em cima da hora, sem serem pensadas e fundamentadas». Para o socialista, este não é um «governo municipal sombra» e muito menos uma resposta à secção local do PSD, que também criou grupos de trabalho. «Em 2021 o PS estará preparado para disputar as autárquicas e para as ganhar», garantiu o presidente da concelhia.
Já a saída de Álvaro Amaro pode ser uma oportunidade para o ressurgimento do partido na Guarda: «Este abandono da Câmara torna a discussão política diferente porque o PSD era nos últimos tempos um partido altamente centrado em Álvaro Amaro, portanto este é um problema dos sociais-democratas e de Carlos Chaves Monteiro, que terá que prestar contas em 2021, altura em que perceberemos se aquilo que apresentaram para a Guarda era ilusão ou realidade», afirmou o líder concelhio socialista. Pela sua parte, o diagnóstico já esta feito. «A cidade perdeu nos últimos seis anos 6 por cento dos seus habitantes. O número de nascimentos no concelho baixou em 15 por cento. O número de sociedades constituídas diminuiu em 10 por cento e o de sociedades dissolvidas aumentou em 40 por cento. O programa de governo local da maioria PSD caminha para o esgotamento, as suas medidas não estão a mobilizar a economia», sintetizou Agostinho Gonçalves.

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