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Necrópole de Moreira de Rei em Trancoso já tem Centro Interpretativo

Escrito por ointerior

O Centro Interpretativo de Moreira de Rei, no concelho de Trancoso, já pode ser visitado e dá a conhecer um dos «maiores achados arqueológicos deste tipo» na Península Ibérica.
Naquele espaço, na Igreja de Santa Marinha e no largo envolvente há cerca de «780 sepulturas antropomórficas, sendo que os arqueólogos pensam que podem ser muitas mais, porque depois há casas em volta e nós não sabemos o que é que está lá por baixo». Ainda assim, estão cerca de «170 sepulturas expostas ao público», explica Daniel Joana, presidente da Câmara Municipal de Trancoso.
Durante os estudos, os arqueólogos encontraram materiais, como «moedas romanas, botões dos uniformes militares do exército de Dona Maria II. Portanto, estamos a falar de um período temporal muitíssimo extenso», reitera o autarca local.
Daniel Joana realça que no interior da Igreja de Santa Marinha o visitante já pode «aceder a informação científica sobre aquilo que os arqueólogos conseguiram descobrir ao longo destes anos de estudos e prospeções», num espaço museológico foi concebido para explicar, através de conteúdos textuais e interativos, a evolução do espaço funerário ao longo do seu milénio de existência.
O sítio arqueológico localiza-se junto à igreja de Santa Marinha, datada do século XII e classificada como Monumento Nacional desde 1932. A zona foi alvo de estudo e investigação iniciada em 2018 que terminou em julho de 2023. O levantamento revelou sepulturas antropomórficas, de adultos e crianças, que remontam a um período entre os séculos VIII/IX e XII/XIII. Os investigadores estimam que estes achados serão «pouco mais de 50 por cento» da necrópole, cujos demais vestígios estará debaixo das construções que foram feitas nas imediações.
O equipamento faz o enquadramento deste «importante e gigantesco» achado, revelado, há cerca de uma década, durante trabalhos de conservação, proteção e valorização do conjunto formado pela Igreja de Santa Marinha, a necrópole envolvente e o Pelourinho, todos classificados como monumento nacional há 94 anos.

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