Cultura

“Derek vs Derek” vence CineEco

Escrito por Carlos Gomes

O filme “Derek vs Derek” (na foto), de James Dawson, conquistou o Grande Prémio Ambiente do CineEco 2026, o principal galardão da 32ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que terminou em Seia no sábado.

O filme relata a relação «desconcertante, mordaz e divertida» entre o produtor de leite Derek Banbury, horrorizado com a devastação da quinta do seu vizinho, outrora produtiva, e o «rebelde da renaturalização» – como é apelidado na imprensa – Derek Gow, antigo criador de gado determinado a transformar as suas terras num refúgio para a natureza. A menção honrosa foi atribuída a “The System” (2025), de Joris Postema (Países Baixos). O Prémio Camacho Costa, que integra a competição de longas-metragens em língua portuguesa, foi para a realizadora, artista visual e atriz brasileira Bárbara Paz, realizadora de “Rua do Pescador Nº6” (2025), um documentário sobre a histórica enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024.

Já o prémio Antropologia Ambiental, inserido nas competições de longas-metragens internacionais, seguiu para “Iron Winter (2025), do australiano Kasimir Burgess. “1,5 Y Más” (2026), do espanhol Miguel Dorado, arrecadou o Prémio de Curta e Média-Metragem internacional, enquanto a menção honrosa foi atribuída a “Remigia’s Lessons”, de Jewel Maranan (Filipinas). A melhor curta e média-metragem em língua portuguesa foi o filme da dupla Denilson Baniwa e Felipe M. Bragança “Floresta do fim do mundo” (2026). “Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio” (2026), de Daniel Soares, obteve a menção honrosa.

O Prémio Educação Ambiental foi para o documentário brasileiro “Guerreiros Plantados (2026), de José Carbonel e Rui Mendonça, e o Prémio Curta-Metragem de Ficção, Não Ficção e Animação foi entregue a “El canto del jaguar” (2026), de Antonia Silva Alvarado (México). Já o Prémio Curta-Metragem de Animação foi para “Aller & Retour” (2025), de Lucia Bulgheroni e Michele Greco. Na competição Panorama Regional, o júri premiou o documentário “Maços e Martelos” (2025), de Tiago Cerveira, que já conquistou três galardões nesta categoria em 2015, 2019 e 2020. Foram ainda entregues o prémio Valor da Água para “Black Water (2025), de Natxo Leuza, e o Prémio Juventude para “La Fjella Leve” (2026), de Havard Bustnes.

Segundo a organização, a cargo do município de Seia, o CineEco contou nesta edição com mais de 3.000 espetadores, 1.120 alunos das escolas do concelho de Seia e arredores e a presença de 45 cineastas de 15 países. Ao longo do ano, o festival voltará a ter extensões em vários pontos do país e ilhas, bem como sessões ao ar livre no próximo verão nas aldeias do concelho de Seia.

Sobre o autor

Carlos Gomes

Deixe comentário