Aguardava-se com muita expectativa este jogo entre dois clubes que lideravam a tabela classificativa com mais três equipas, e quem assistiu não deu por mal empregue o seu tempo, pois acabou por ser um desafio interessante e com muitas oportunidades de golo.
Na primeira parte, o Foz Côa surpreendeu pela sua postura afoita e não fora a tarde menos inspirada dos avançados Silva e Bruno Coutinho, aliada às boas intervenções de Cobra, e os visitantes poderiam ter recolhido aos balneários com um resultado bastante favorável. No entanto, e um bocado contra a corrente do jogo, acabou por ser o Figueirense a fazer o 1-0 aos 37’, por Faneca. O segundo tempo ficou marcado por uma inversão dos papéis, pois foi o Foz Côa que arriscou mais em busca do empate. Já o Figueirense poderia ter ampliado o resultado em contra-ataque e só não o conseguiu por causa das falhas dos seus avançados e das intervenções de Valter. Mesmo assim, esse melhor período do Ginásio culminou aos 68’ com o golo de Bruno Costa, a concluir, muito oportuno, uma excelente jogada de Gato.
Estava fixado o resultado final, apesar de Eduardo Fernandes ter feito duas alterações para inverter o rumo dos acontecimentos. O árbitro do jogo foi tecnicamente correto, pois marcou todas as faltas das duas equipas. No entanto, deverá rever o seu critério disciplinar, pois exibiu quase sempre bem os primeiros amarelos, mas foi muito condescendente nas segundas advertências. Quanto aos árbitros auxiliares, dada a nossa posição, apenas pudemos observar o assistente do lado dos bancos que, talvez pela sua condição física, nem sempre esteve bem colocado e as suas decisões foram as mais acertadas.
Daniel Soares



