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UBI conquista mais um Prémio Secil

Dois finalistas de Engenharia Civil ganham galardão destinado às Universidades

É caso para dizer que na Universidade da Beira Interior não há três sem quatro. Sandra Monteiro e Alberto Bizarro, recém-licenciados em Engenharia Civil, venceram a última edição do Prémio Secil Universidades 2005 – Engenharia Civil com o “Projecto Estrutural da Igreja Notre-Dame du Raincy (Solução Variante)”.

Há quatro anos consecutivos que o galardão é conquistado pela UBI. A primeira distinção aconteceu em 2002 para dois alunos com o projecto “Cobertura em Casca”, mas em 2003, o mais alto galardão em Portugal para Engenharia Civil foi atribuído ao professor João Pires da Fonseca, pelo projecto do Viaduto da Avenida Marginal Parque da Cidade do Porto. Em 2004 foi a vez de Clemente Pinto e Miguel de Albuquerque Rogeiro conquistarem o galardão com o projecto da Ponte Pedonal sobre a Ribeira da Goldra, na Covilhã. Antes, em 2001, a UBI e o departamento tinham sido distinguidos com o prémio de “Melhor Estágio” nacional a um aluno seu. Juntarem-se a esta lista é para Sandra Monteiro e Alberto Bizarro um «motivo de orgulho». Aliás, nem outra coisa seria de esperar, uma vez que os dois jovens deixaram bem claro desde o início da cadeira que queriam «desenvolver um projecto com qualidade para concorrer aos Prémios Secil», recorda a finalista. Entre as várias propostas de edifícios em betão armado sugeridas pelo orientador do projecto, Pires da Fonseca, os dois jovens, de 23 anos, optaram por apresentar uma nova solução para a Igreja Notre-Dame du Raincy, nos arredores de Paris.

Projectada em 1923 pelo arquitecto-construtor Auguste Perret, é uma obra reconhecida na história arquitectónica por ser a primeira igreja moderna e a seguir os critérios de racionalidade, economia e funcionalidade. Assim, o objectivo essencial do trabalho consistiu em «propor e analisar diversas soluções estruturais alternativas para o edifício», indica Alberto Bizarro, adiantando que para isso analisaram «quatro propostas, inclusive a existente», segundo vários critérios de selecção, entre os quais económicos e estruturais. Depois, foi só desenvolver a solução «que obteve melhor classificação» nos critérios. No final, os dois jovens, actualmente assistentes e a frequentarem o mestrado de Estruturas na Universidade de Coimbra, optaram apenas por alterar a cobertura da igreja. Os pilares, as paredes, vitrais e as torres permaneceram, optando-se apenas por uma cobertura em casca de betão armado, com 15 centímetros de espessura. Vítor Cavaleiro, presidente do departamento de Engenharia Civil e Arquitectura, confessou tratar-se de um novo «motivo de regozijo e orgulho», uma vez que vem «prestigiar e reconhecer» a qualidade do curso. «Pode não ser das mais antigas do país, mas já é uma das melhores licenciaturas do país», garantiu.

Liliana Correia

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