Nuno Almeida foi reeleito na presidência da concelhia da Guarda do PS com mais 26 votos que António Monteirinho, apoiado por Joaquim Valente e José Albano Marques. Na passada sexta-feira o vencedor obteve 97 votos, enquanto o adversário ficou-se pelos 71. Neste escrutínio votaram 172 militantes dos 197 em condições de o fazer, tendo-se registado dois votos brancos e dois nulos.
O líder eleito para um segundo mandato admitiu que esta votação poderá ter reflexos nas eleições para a Federação, marcadas para dia 15, mas ressalvou que «as coisas não são tão limiares, embora possa ser uma primeira sondagem». Contudo, Nuno Almeida considerou tratar-se de «uma vitória confortável» que lhe permitirá preparar as autárquicas. «O nosso objetivo é voltar a ganhar a Câmara da Guarda no próximo ano», declarou, escusando-se a falar em candidatos porque falta saber que mudanças o Governo vai introduzir na lei autárquica. «Não sabemos se apenas vamos constituir uma lista para a Assembleia Municipal ou as duas como tem sido feito até agora, pelo que é extemporâneo fazer projeções quando não sabemos as regras do jogo», justificou. Durante a campanha, Nuno Almeida foi repetindo que «enquanto Joaquim Valente não disser que não se recandidata, nos órgãos próprios do partido, o nome está encontrado».
Até lá, sempre vai garantindo que o PS tem «gente e militantes com muita capacidade para poderem ser candidatos à Câmara da Guarda», sendo certo para o presidente da concelhia que «vamos apresentar-nos fortes, unidos e com grande vontade de ganhar a Câmara». A primeira reunião da comissão política deverá ocorrer nos próximos dias para formar o secretariado da secção, mas também para discutir «dois temas quentes»: a reorganização administrativa e o anunciado parque subterrâneo no Largo Frei Pedro. «A concelhia tem que conhecer o projeto e pronunciar-se, até como orientação para a bancada do PS na Assembleia Municipal», disse. Que o PS da Guarda tenha uma voz «mais ativa» na sociedade é o desejo de António Monteirinho. «Espero uma mudança de atitude da concelhia em termos de apresentar propostas sobre os grandes problemas que o nosso concelho enfrenta», disse.
O candidato derrotado anunciou que continua disponível para «ajudar o partido», mas adiantou que vai refletir sobre estes resultados. Também presente na sede distrital, José Albano Marques recusou a ideia de que a eleição de Nuno Almeida seja uma derrota para o presidente da Federação. «Este resultado é a prova de que há democracia no PS», disse, ressalvando que nestas eleições António Monteirinho conseguiu «demonstrar que existiam dois projetos para a Guarda».
Fernando Girão eleito em Foz Côa
Na sexta e no sábado os socialistas foram a votos em todas as concelhias do distrito. Os eleitos são Ana Lacerda (Aguiar da Beira), António Frias (Almeida), José Luís Cabral (Celorico da Beira), Pedro Darei (Figueira de Castelo Rodrigo), Carlos Costa (Fornos de Algodres), Armando Almeida (Gouveia) e Nuno Almeida (Guarda). Rui Carvalho (Manteigas), Cláudio Rebelo (Mêda), Francisco Dias (Pinhel), Nuno Teixeira (Sabugal), Carlos Filipe Camelo (Seia), Edmundo Pinto (Trancoso) e Fernando Girão (Vila Nova de Foz Côa).
Luis Martins



