Eu vivo num país onde a riqueza de familiares dos políticos é um fenómeno banal.
Construtores, banqueiros e proxenetas fazem negócios com o Estado, sempre lesivos para o dinheiro dos contribuintes. Até aqui nada de novo. A política ganha luz própria quando o Partido Socialista, a viver na amargura eleitoral desde a liderança de António Costa, assume a governação do país e começa por atacar um regulador independente e as administrações de entidades autónomas com um único objetivo de responder às clientelas corporativas.
É justo. Em particular para as outras corporações, também amaciadas por este tipo de governação: taxistas, farmácias, pilotos da TAP e funcionários públicos.
Governar para corporações é legítimo. Nos países ditatoriais. Num país europeu representa apenas a impotência dos representantes do povo.
Por: Frederico Lucas


